Novo ativo começará a funcionar com uma demanda reprimida (Alexsander Ferraz/AT) O engenheiro civil e diretor na Graf Infra Consulting, Andre Zajdenweber, observa que a viabilização do Tecon Santos 10 é a única medida capaz de restabelecer “condições operacionais civilizadas e impedir que o Porto de Santos perca seu protagonismo como principal hub da América do Sul”. Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! Segundo o especialista, o impacto primordial desse novo terminal é “estancar uma sangria operacional e financeira que hoje penaliza severamente o comércio exterior brasileiro”. Para ele, ser realista é abandonar o discurso de que a capacidade do cais santista está acabando. “Ela já se esgotou”, afirma. Zajdenweber destaca que o diferencial técnico mais agudo do terminal é a sua revolução ferroviária. “Historicamente, terminais brasileiros nunca dependeram tanto do trilho, mas com o esgotamento do Sistema Anchieta-Imigrantes, o Tecon Santos 10 nasce com uma pera ferroviária de alta capacidade, essencial para conectar-se às futuras zonas logísticas do planalto paulista e regular o fluxo de carga antes da descida da Serra”, explica. O terminal, ao lado do Parque Valongo, deve ter a infraestrutura necessária para receber os maiores navios do mundo. São embarcações da classe triple E, com 400 metros de comprimento, 59 de largura, 73 de altura, com capacidade para transportar 18 mil TEU (unidade de medida de um contêiner padrão de 20 pés). Ainda assim, o engenheiro civil aproveita para fazer um alerta de olho em um futuro bastante presente. “É vital alertar que, dado o tempo de maturação de quatro a cinco anos para licenciamento e obras, o novo terminal já entrará em operação absorvendo uma demanda reprimida gigantesca, operando próximo ao limite. Por isso, no dia da assinatura do contrato do Tecon Santos 10, o planejamento da próxima expansão já deveria ser iniciado imediatamente”.