Intenção é que a atual sede no Macuco, dentro da Poligonal do Porto Organizado de Santos, seja usada para atividade portuária de cargas (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) A Autoridade Portuária de Santos (APS) projeta para este ano o anúncio de uma nova sede, com linha do tempo para a construção. Em junho do ano passado, A Tribuna tratou a respeito do tema e a empresa pública federal previa isso ainda para 2025, mas o plano foi adiado. Uma ideia principal, no entanto, não se alterou: erguê-la em Guarujá. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “Estamos estudando qual é o local mais apropriado para que o Porto possa construir uma nova sede. Não há definição de local, se será no Guarujá ou em Santos. Eu, em um primeiro momento, defendo, até como forma de incentivo ao desenvolvimento da região, que o Porto de Santos tenha também suas instalações em Guarujá, porque o Porto é do complexo santista”, afirma o presidente da APS, Anderson Pomini. A ideia é deixar a atual sede, na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, no Macuco, em Santos, para ocupar instalações completamente renovadas, que também abrigariam outros órgãos correlatos, confirmou a APS. Detalhes envolvendo prazos e custos do empreendimento ainda não foram definidos. “Essa sede é ótima, mas o Porto precisa de uma sede com mais tecnologia, em um local apropriado, que concentre todos os serviços de todas as instituições que prestam serviço no Porto de Santos. Nesse prédio nós teremos salas da Polícia Federal, da Receita Federal, da Vigiagro (Vigilância Agropecuária), enfim, de todos os órgãos que atuam no complexo portuário. E também a sede da presidência do Porto, algo moderno, que represente os tempos atuais”, descreve. O objetivo da APS é que a sede do Macuco, com 67 mil metros quadrados (m²) e dentro da Poligonal do Porto Organizado de Santos, seja direcionada para atividade portuária de cargas. “A área poderia ser utilizada e destinada ao próprio mercado. Fizemos um cálculo: esse espaço utilizado pelo mercado traria como receita acessória para o Porto de Santos perto de R\$ 30 milhões por ano e ampliaria a capacidade de movimentação de retroárea para o mercado que tanto pede áreas para movimentação de cargas”, argumenta Pomini Os imóveis, no entanto, não poderiam ser demolidos, pois são tombados. “É patrimônio histórico e seria, quando muito, locado para o privado”, afirma o presidente da APS. Outra ideia A intenção de deixar a atual sede teve um capítulo anterior recente. Em agosto de 2024, A Tribuna revelou que a gestora do Porto propôs ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) a transferência para o prédio da Alfândega, na Praça da República, no Centro de Santos. Na ocasião, a iniciativa do presidente da APS, envolveria uma permuta. A Autoridade Portuária faria parceria com a Prefeitura de Santos para oferecer outro edifício à Receita Federal. O plano era encontrar instalações que atendessem às necessidades da Alfândega e que estivessem equipadas com infraestrutura moderna e informatizada para a Autoridade Aduaneira. A iniciativa não foi adiante. A Alfândega deixou claro na mesma reportagem que não tinha interesse na mudança de prédio. Para corroborar esse posicionamento, a fachada do prédio, de 1934, passou por restauração e foi inaugurado, em novembro de 2024, o Museu da Alfândega de Santos naquele local.