Tribuna do Leitor, de 6 de novembro de 2022

Hoje, com as participações de Junios Paes Leme, Carlos Alberto Gaspar e outros

Por: Redação  -  06/11/22  -  06:29
  Foto: Alexsander Ferraz/AT

Quem com ferro fere...
“O ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribuna Federal, foi ofendido por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, no último dia 3, em Santa Catarina, quando jantava com amigos. Ele teve de sair do local, em Porto Belo, no litoral, e foi seguido pelos bolsonaristas até a casa em que estava hospedado”. Há que se afirmar que essa atitude é abjeta, um vitupério e mesmo um vilipêndio. Entretanto, poderia até existir uma atenuante, data venia, se for trazido à luz que o ministro do STF utilizou as redes sociais para fazer recomendações aos leitores de sua conta a escutar a música Já Vai Tarde, do grupo de samba Mania de Ser, no último dia 28, dois dias antes do segundo turno das eleições. Uma clara alusão ao presidente Bolsonaro. Ministro Barroso: “Quem com ferro fere com o ferro será ferido”. Junios Paes Leme - Santos


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Reunificação
Passado período de observação dos acontecimentos, chama atenção a insensibilidade do presidente que está saindo de não cumprimentar o eleito presidente, Lula, para o terceiro mandato, demonstrando a falta do comprometimento democrático e negacionismo, provocando o inconformismo dos seguidores, que resolveram fechar estradas e se manifestar de forma antidemocrática nas portas dos quartéis. Que Deus proteja muito o presidente Lula com saúde e muita energia para reunificar o País. Ele afirmou não existirem dois Brasis, inclusive sendo parabenizado de imediato pela comunidade internacional. Será muito difícil consertar um país quebrado e corrompido, entretanto não podemos deixar de agradecer pelo que aconteceu em 30 de outubro. Armindo Carvalho Forganes - Santos


Geraldo Alckmin
Em resposta ao senhor Juan Manuel Villarnobo, leitor deste jornal, entendo a sua simpatia pelo vice-presidente eleito, só que a bem da verdade e da pura democracia: entendo que o Alckmin manchou a sua história e a dignidade da política, ao ser um grande aproveitador da situação. Carlos Alberto Gaspar - Santos


IPTU
Recentemente, escrevi nesta coluna sobre as minhas dúvidas a respeito do orçamento santista para o ano que se inicia. Questionei algumas despesas que crescerão a taxas estratosféricas, no mesmo passo da receita, que, segundo a Secretaria de Finanças, seriam suportadas pelo “trabalho técnico no que diz respeito à modernização da receita própria”. Naquele momento, não entendi o significado disso, como escrevi, mas, após o anúncio de que o IPTU de 2023 será corrigido em 10,07%, compreendi o que foi dito, isto é, pagaremos pela alta inflação do período de agosto/21 a julho/22. Explicando: a taxa de correção será quase o dobro do que teremos de inflação para este ano, cuja estimativa é de 5,4%, bastante plausível considerando que a inflação até setembro acumulou 4,09% e, para o ano que vem, está prevista em 4,97%. A Prefeitura dirá que não houve aumento de imposto, mas, sim, uma correção segundo a lei. De nossa parte, podemos dizer que pode ser de direito, mas é justo, uma vez que iremos desembolsar valores a mais do que deveríamos. Ademir Alonso Rodrigues - Santos


Ligação seca
A esperança que a população da cidade de Santos tinha em ver realizado o sonho, iniciado em 1937, da ligação seca entre Santos e Guarujá, será postergada mais uma vez! Com a eleição do novo presidente da República, que é contra todo tipo de privatização, a do Porto de Santos, que viabilizaria o túnel Santos-Guarujá e também o túnel ligando a Zona Leste à Oeste da Cidade, não mais acontecerá. E mais: os sindicatos ligados ao Porto já afirmaram que irão judicializar o processo. Aí é que não sai mesmo! O projeto de revitalização dos armazéns 1 ao 8,que seria a redenção para o Centro da Cidade, também vai para o espaço. Mais uma vez a cidade de Santos será prejudicada por uma política estatizante, retrógrada, contra o progresso e o desenvolvimento. Menos pior para nossa cidade que o governador eleito é a favor do desenvolvimento, do progresso e quem sabe poderá, de alguma outra maneira, viabilizar tais projetos. Agora é que vamos ver até onde vai a capacidade do poder público municipal de buscar soluções que permitam a realização desses projetos essenciais para o desenvolvimento de Santos. Neste momento, tenho que me render ao ilustre Edson Arantes do Nascimento, nosso grande Rei Pelé, quando afirmou que “o povo não sabe votar”; ao que acrescento: e, infelizmente, a Cidade é quem paga pelos seus erros. João Domingos Neto - Santos


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