É com grande emoção que escrevo este texto diretamente da redação do jornal A Tribuna. Foi aqui, ou melhor, perto daqui, na mesma Rua João Pessoa, que o meu pai, Dirceu Fernandes Lopes, trabalhou como repórter de jornal diário. Passou por várias editorias, como Polícia e Esportes, e me contou várias histórias sobre o Rei Pelé, muitas delas de quando fez sua única viagem internacional, acompanhando o Santos Futebol Clube em uma excursão nos Estados Unidos e no Canadá. Naquela época, não havia teclados e computadores, e sim máquinas de escrever, com um som bem mais forte do que este que eu e alguns ex-alunos do mestre Dirceu (ele também foi professor), que estão na redação ao meu lado, ajudamos a ecoar ao escrever nossos textos. Textos que, na época do meu pai, eram maiores. Não havia corretor automático e as letras eram menores. Trata-se do chamado jornalismo raiz. Jornalismo da época de Pelé. Mais difícil? Possivelmente. Mas o que sinto ao fazer essa visita à sede do Grupo Tribuna é que o jornalismo continua sendo essencial para a nossa sociedade. Talvez ainda mais, em um mundo onde as mentiras influenciam os rumos das nações globalizadas e as mentes das pessoas. Vejo e fico feliz por saber que os profissionais de A Tribuna, mais do que “viciados” em seus trabalhos, amam o que fazem e sabem a importância de um jornalismo sério para bem informar e, quem sabe, mudar a sociedade em busca de um mundo melhor, mais justo, mais humano. Eu escolhi o Turismo como caminho profissional e sinto a mesma paixão. Escrever é algo que aprendi a gostar de fazer talvez por influência dos meus pais. Minha mãe, Terezinha Tagé, também lecionou na área da Comunicação e foi colunista de A Tribuna. No Turismo, sinto que falta uma “escola” ou uma grande referência, como é o Grupo Tribuna, onde estagiários ganham oportunidades, são efetivados, viram diretores e se desenvolvem como importantes profissionais de suas áreas. Já no Turismo, os avanços acontecem a passos lentos, em comparação com o grande potencial que temos para desenvolver profissionais e pessoas. A minha área também enfrenta desafios, como a falta de valorização dos profissionais capacitados e que podem acelerar todos os benefícios que citei. Agradeço a todos por essa oportunidade de poder vivenciar, por uma tarde, a rotina de uma redação que me mantém informado diariamente, ajudando a moldar as minhas opiniões e retransmiti-las aos meus clientes, os turistas de todas as partes do mundo. As passagens sobre Pelé estão no meu repertório quando atuo como guia de turismo. Morrem as pessoas, mas ficam as memórias dos nossos grandes ídolos. A proposta original feita aos assinantes que participaram de mais uma edição do projeto Vivendo o Jornalismo era a produção de um artigo sobre o Ensino Técnico. Por isso, peço desculpas pela rebeldia, mas a emoção foi mais forte do que a razão! *Diogo Dias Fernandes Lopes. Turismólogo, assinante de A Tribuna e participante da ação Vivendo o Jornalismo, promovida pelo Clube A Tribuna