(Reprodução/Pixabay) Cada ano novo nos conduz a pensamentos novos, à realização de desejos guardados dentro do coração. De repente, vestimos a capa da esperança e passamos a trilhar novos caminhos em busca da felicidade. Permitimo-nos mudar para bem receber o ano que se inicia. É comum, porém, encontrar seres humanos tristes, nada dispostos a bem conviver e a compartilhar atitudes para uma convivência mais simples e feliz. Acompanhamos os modismos sem perceber que somos manejados pela sedução do consumismo e pelo imediatismo. Sentimo-nos incapazes de pôr em prática o afeto e o carinho, manifestados no exercício puro do sorriso, do abraço, do aperto de mão, do elogio e de incontáveis ações positivas, ainda pouco colocadas em prática na nossa vida. Dizem os cientistas que o homem é a mais frágil das criaturas, particularmente em dois momentos da sua existência: a infância e a velhice, quando depende mais de outrem para viver sem riscos. Essa fragilidade requer de cada ser humano a atenção especial para todos os que estão à volta. Por isso, e por inúmeros outros fatores, o novo ano nos permite a busca constante da sensibilização e da atenção mais apurada para com o nosso planeta, no sentido de minorar as bruscas mudanças climáticas que vêm ocorrendo e que, certamente, nos impulsionarão a resguardar o nosso habitat, a natureza castigada pelo progresso e pela ganância de ter mais do que é necessário para uma existência digna. Viver apenas para acumular riquezas materiais não deveria fazer parte da essência de nenhum ser habitante do planeta Terra. Um trabalho de introspecção e de reflexão faz-se necessário para que possamos colocar em prática atitudes que dependem também de nós, para que possamos viver num ambiente puro e saudável, adequado à nossa felicidade. Saibamos, pois, reverter esse quadro individualista para outro, mais solidário, mais humanitário, mais voltado à certeza de que tudo mudará para melhor, se assim o desejarmos. A partir de um trabalho conjunto conquistaremos o lugar que está presente nos nossos sonhos e que nenhum dinheiro pode comprar: um mundo profícuo, feliz, repleto de boas energias e mais propício à realização de todos os nossos desejos, um espaço em que possamos colocar em prática a solidariedade e o humanitarismo. Ainda dá tempo de reverter esse quadro. Aproveitemos essa oportunidade para caminhar rumo à real prática da solidariedade. Isso nos fará muito bem, nos fortalecerá como indivíduos capazes de estender as mãos para o afeto, o carinho e o querer bem. *Maurilio Tadeu de Campos. Mestre em Educação, escritor, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais e membro das Academias Vicentina e Santista de Letras