(Divulgação/Santos FC) Sou de um tempo em que os bebês nasciam em casa. Sou de um tempo em que os meninos jogavam futebol na calçada, rodavam pião e empinavam papagaio. E as meninas brincavam com boneca. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Sou de um tempo em que os adolescentes respeitavam os idosos, falando “por favor” e “obrigado”. Sou de um tempo em que os adultos tiravam o chapéu para saudar homens e mulheres. Sou de um tempo em que se andava de bonde, ônibus ou lotação. Sou de um tempo em que se viajava de navio ou trem. Não de avião. Sou de um tempo em que o crime mais conhecido era o de batedor de carteira. Sou de um tempo em que as geladeiras eram todas brancas e os telefones todos pretos. Sou de um tempo em que a fonte da Praça das Bandeiras, no Gonzaga, era a maior atração dos domingos. Sou de um tempo em que a banda da Força Pública tocava dobrados nos jardins da praia, perto do Canal 1. Sou de um tempo em que as mulheres iam à praia com maiôs inteiriços. Sou de um tempo em que moças só conseguiam casar se fossem virgens. Sou de um tempo em que Pelé ainda iria se transformar no melhor jogador de futebol de todos os tempos. Sou de um tempo em que ainda não tinha sido cometido o crime de destruir o Parque Balneário. Sou de um tempo em que os prédios construídos na areia ainda não tinham quebrado a sequência das praias e se transformado em um aleijão da paisagem. Sou de um tempo em que as pessoas se informavam pelo jornal e o rádio. Ainda não havia TV. Pergunto ao leitor. Quais eram os melhores tempos? Os antigos ou os atuais? Só não vale dizer que eram iguais. *Carlos Conde. Jornalista