(Pixabay/ Divulgação) Os presentes que trocamos, as roupas brancas renovadas, as árvores iluminadas e enfeitadas nas ruas e nas casas, a ceia farta, o simpático velhinho de barba branca vestindo vermelho, tudo isso são distrações. A comemoração do Natal deve servir para renovar a chama de episódio divino, o momento em que, há 2025 anos, o verbo se fez carne. Jesus, coeterno com Deus, veio nos visitar, mostrou-nos o caminho da salvação – a caridade – partiu e permanece vivo, a nosso alcance. Ainda hoje, o Filho do Homem é visto de muitas formas: filósofo, sábio, profeta ou espírito de luz. Para mim, não há dúvida, Jesus é Deus-Filho. Curioso Ele não precisar provar nada para me convencer de sua condição e, mesmo assim, numa espécie de ironia divina, insistir em me mostrá-la. Não creio haver felicidade plena longe Dele. Espero que o pragmatismo do qual sou escravo não traduza blasfêmia quando me refiro a Cristo: sei que Ele não precisa de mim, jamais, em circunstância alguma; e eu preciso Dele o tempo todo, para tudo. Há 16 séculos, Aurélio Agostinho de Hipona, conhecido como Santo Agostinho, escreveu que “uma coisa é se levantar rapidamente, outra é não cair”. Não raras vezes, caio. Mas quem me ajuda a levantar rapidamente senão Jesus? E seria possível me levantar sozinho? Sei que não. Há alguns anos, minha avó, a quem chamávamos carinhosamente de Rosinha, pouco tempo depois de sua passagem, apareceu em sonho para minha mãe e lhe dirigiu apenas uma frase: “Eu vi Jesus!”. Ainda não tive a mesma honra concedida à minha avó materna. Por enquanto, não O vejo, mas posso senti-Lo e isso me é suficiente. Escrevo para externar impressões e crenças, e minhas crônicas nunca tiveram a pretensão de convencer alguém. Contudo, revelo que, ao encontrar quem busque provas sobre a divindade de Jesus, costumo dizer – como quem, mesmo sem necessidade, apresenta prova cabal – que o calendário da História da Humanidade se divide entre antes e depois de Seu nascimento, ou melhor, antes e depois do primeiro Natal. Desejo que, neste Natal, o caro leitor receba em seu lar a visita e a paz Daquele que é “o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”. Com fé, roguemos a Cristo que continue a nos ajudar a levantar a cada queda, até o dia em que não precisaremos mais de ajuda por, enfim, estarmos em plena comunhão com Ele. O aniversário é Dele, e nós quem seremos presenteados com Sua presença. Divino, não? *Arnaldo Luis Theodosio Pazetti. Coronel da PM, advogado e escritor