(Imagem gerada por IA) É inegável que a inteligência artificial (IA) está cada vez mais integrada ao nosso dia a dia. Neste ano, ferramentas inteligentes avançaram de forma significativa no Brasil e no mundo. Foi uma mudança silenciosa, mas profunda. Em 2026, essas tecnologias devem atingir um novo patamar, mostrando-se cada vez mais acessíveis e democráticas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Podemos imaginar assistentes virtuais altamente inteligentes, capazes de entender e antecipar necessidades pessoais, os quais automatizam e facilitam tarefas rotineiras e preditivas em áreas que vão desde a saúde até a segurança pública. A IA se tornará indistinguível em nossas atividades, gradualmente deixando de ser novidade e passando a ser um elemento comum do cotidiano. Uma transformação profunda se dará na forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia, tanto no ambiente pessoal quanto profissional. Se antes havia receio sobre o futuro do trabalho com a evolução da IA, hoje é possível mostrar que ela chega para facilitar a rotina de empresas e colaboradores. Ao realizar tarefas repetitivas, diagnosticar e prever problemas antes de acontecerem, abre-se espaço para mais criatividade e inovação. O crescimento do uso de IA em tarefas cotidianas tende a crescer à medida que tecnologias como edge computing (computação na borda) e Internet das Coisas (IoT) se tornam mais difundidas. A evolução em escala da edge computing é uma das grandes apostas para 2026, pois permitirá que o processamento de dados ocorra o mais próximo possível dos usuários e reduzirá a dependência da cloud computing (computação em nuvem). A integração entre as tecnologias deve ficar ainda mais clara: enquanto a IoT gera um volume massivo de informações de dispositivos conectados, a edge computing organiza esses dados mais próximo da origem. Modelos que envolvem a fabricação de carros autônomos, Indústria 4.0 e cidades inteligentes, por exemplo, devem ter um grande desenvolvimento em 2026. Será um ano de novidades, como assimilação de modelos de IA treinados para áreas específicas: saúde, educação, indústria e segurança pública, entre outras. Mas também são necessários ajustes em áreas, como correções em viés algorítmico e discriminatório, maior proteção contra violações de privacidade e o uso indevido de informações, além de determinar a responsabilidade em decisões a partir da utilização da IA. No campo das telecomunicações, as conquistas tecnológicas descritas contribuirão decisivamente para a chegada da sexta geração de redes móveis, o 6G. Nesse contexto, a cibersegurança segue como um pilar indispensável para o desenvolvimento tecnológico, beneficiando usuários e empresas. Mesmo com boas perspectivas para o futuro, sempre é essencial refletir sobre a importância do uso ético e consciente de novas tecnologias. Certamente, um dos grandes desafios da humanidade nos próximos anos será impulsionar o avanço tecnológico sem deixar de lado a ética, garantindo que inovação e responsabilidade estejam lado a lado. *Jéferson Campos Nobre. Membro do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE)