A escritora e poetisa Cora Coralina ensinou que “todos nós estamos matriculados na escola da vida e o mestre é o tempo”. Com certeza ela tinha razão, pois a vida nos ensina os caminhos, porém o professor direciona por onde é o certo e objetivo, quer seja na educação ou na vida profissional. Os tempos mudaram muito, hoje as crianças nascem, e nos primeiros meses de vida, vão para uma escolinha, talvez por necessidade dos pais, e as recreacionistas passam a se dedicar às crianças, não talvez ensinando, mas com atividades lúdicas, apenas para passar o tempo. O professor nos dias atuais, não tem muito o que comemorar, observamos que tem o mínimo de condições básica para lecionar, com salários defasados, falta de material didático, e o principal, deixou de ser educador escolar, os alunos pouco reconhecem esse valor, desrespeitando por completo seu mestre. Desde que comecei a aprender as primeiras letras, há décadas atrás, no Grupo Escolar Azevedo Junior, na Vila Belmiro, sempre procurei respeitar os professores, como os demais alunos, naquela época, o respeito era primordial, e tinha todo um ritual para se falar com o professor. O próprio governo não respeita mais a classe docente, o professor precisa se desdobrar em duas ou mais escolas, às vezes fora da cidade, causando certos transtornos, e principalmente, sem tempo para preparar as aulas e ministrar com orgulho a matéria pretendida. Com a pandemia, o ano ficou praticamente perdido, as aulas virtuais, prejudicou mais os menos favorecidos, que não tinha acesso a internet, falta de uma infraestrutura familiar, com desnutrição, o ensino perde a sua essência, ficando em segundo plano a sua formação, que refletirá futuramente na sua vida profissional. O professor em geral, forma as mais diversas profissões, e deveria ser mais privilegiada de todas as ocupações, sabemos que no Japão, o único profissional em que o Imperador se declina, é o professor, mostrando a sua importância na formação de um povo e de um País de primeiro mundo. Mais um dia dos professores passa em branco, fato triste e preocupante para a sociedade brasileira, que não vê perspectiva de melhoras, quando o próprio governo, procura retirar verbas orçamentária da educação e transferir para outro segmento, então, deduz-se que, o ensino continuará no mesmo patamar de estagnação, e assim nossa luta, em ser um País com melhores condições, estaremos sujeitos a aumentar o analfabetismo perante o mundo, pois o ensino não é levado a sério. Apesar tudo, parabéns a todos os professores, a educação ainda resiste, porque há muito professor teimoso, que não desiste.... *Mário Azevedo Alexandre. Jornalista, escritor, membro da Academia Santista de Letras, da Academia Vicentina de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente (IHGSV)