Santos foi eleita a cidade com melhor rentabilidade de aluguel do Brasil, de acordo com um levantamento recente do índice FipeZap, e os contratos de locação na cidade já cresceram mais de 50% somente em 2025, conforme pesquisa realizada pelo Creci/SP. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A notícia é excelente para quem investe em imóveis e vive de aluguel. Entretanto, recentes mudanças nos sistemas de fiscalização prometem combater a sonegação, permitindo à Receita Federal cobrar o Imposto de Renda com alíquotas que podem alcançar 27,5%. O Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) e o compartilhamento de informações de imóveis através do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter) foram criados recentemente para combater a sonegação de aluguéis e facilitar o controle e a fiscalização sobre os imóveis. Enquanto o CIB será o “CPF dos imóveis”, um identificador único para cada unidade imobiliária, o Sinter será uma ferramenta da Receita Federal que centraliza e integra dados de imóveis de diversas fontes distintas. Dessa forma, mesmo que o inquilino não declare o aluguel, ao informar sua residência à Receita, esta saberá que o imóvel não lhe pertence e poderá rastrear o proprietário, questionando o título de posse do inquilino. E as penalidades para quem não declarar são severas: multa de 20% para o inquilino e de até 75% para o locador. E, se não bastasse a nova sistemática de fiscalização, a Reforma Tributária ainda deve aumentar a carga tributária sobre as locações. As pessoas físicas que alugam mais de 3 imóveis e cuja receita total dessas operações exceder R\$ 240 mil/ano, ou, alternativamente, se as receitas com locação excederem R\$ 288 mil/ano, independentemente da quantidade de imóveis, passarão a contribuir com IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços), pagando mais 8,4% de tributos, totalizando até 35,9% de impostos. Diante desse cenário, é essencial que os santistas que vivem da renda de aluguéis passem a tratar a locação de imóveis como um negócio, adotando uma holding patrimonial para reduzir o impacto tributário. Com a chegada da Reforma Tributária já em 2026, esse tipo de empresa permitirá uma economia fiscal de até 60%, podendo reduzir a tributação de 35,9% para 16,08%, além de permitir o uso de créditos para o abatimento de impostos. Portanto, o planejamento patrimonial é essencial para a manutenção da sustentabilidade financeira e a gestão inteligente dos imóveis neste novo ambiente econômico desafiador.