(Alberto Marques/Arquivo/AT) São Vicente, berço da colonização portuguesa no Brasil, vive um momento decisivo. Com quase 500 anos de história, a cidade deveria buscar um novo protagonismo, voltado ao turismo sustentável, à valorização do patrimônio histórico e à atração de indústrias não poluentes. Turismo como vetor de crescimento. A cidade localizada entre o mar e a Mata Atlântica tem um cenário natural e histórico único. A revitalização da orla do Gonzaguinha, o potencial da Ilha Porchat, o teleférico do Morro do Voturuá e a beleza da Área Continental são atrativos que, com investimentos e planejamento, podem consolidar a cidade como um polo turístico. O turismo náutico nas suas águas calmas pode ser muito bem explorado. O turismo ecológico, de aventura e cultural pode geral empregos, movimentar a economia local e valorizar a identidade vicentina. O desafio está lançado: transformar São Vicente em uma cidade modelo de desenvolvimento sustentável, equilibrando a natureza, história e modernidade. Com gestão pública eficiente, participação popular e apoio da iniciativa privada, a primeira cidade do Brasil pode mostrar que crescimento e preservação podem e devem caminhar juntos. Diante dos enormes desafios sociais e estruturais que se arrastam há décadas, o município, apostando em turismo sustentável, economia criativa, esportes náuticos e indústrias limpas geraria emprego, renda e qualidade de vida, sem abrir mão da reservação ambiental e da valorização histórica. A Área Continental, ainda pouco explorada, tem enorme potencial para turismo rural, trilhas ecológicas e observação ambiental. Indústrias não poluentes, uma nova fronteira a ser explorada. Atrair empresas de base tecnológica, energia renovável, reciclagem e biotecnologia. A Área Continental oferece extenso território para implantação de parques tecnológicos e polos de inovação, com acesso facilitado por rodovias, ferrovias e ao Porto de Santos no futuro pelo VLT. O desenvolvimento industrial na Área Continental pode ajudar a descentralizar a economia da cidade, hoje fortemente dependente do setor público e do comércio informal. A cidade deve investir na educação como base desta transformação . Ampliar o ensino técnico, à capacitação em tecnologia e ao empreendedorismo. Programas voltados à juventude vicentina podem ajudar e garantir que os empregos do futuro sejam ocupados pela própria população local. São Vicente pode crescer sem destruir, modernizar sem esquecer sua história e raízes. O futuro da cidade passa pode decisões tomadas hoje, com foco em planejamento urbano, sustentabilidade e inclusão social. A cidade mais antiga do Brasil com vontade política pode inovar e melhorar. *Eduardo Ribeiro Filetti. Médico veterinário, pós graduado em Clínica de pequenos animais, pós graduado em Cirurgia de pequenos animais, mestre em Saúde Pública e membro das academias Santistae Praia Grandense de Letras.