Foto ilustrativa (Reprodução/APS) Mola propulsora da economia regional, o Porto proporcionou, de forma desigual, o desenvolvimento econômico entre Santos, Guarujá, Cubatão e São Vicente, impulsionando os setores de comércio e serviços. Ao mesmo tempo que todos sabemos deste dínamo que as atividades portuária e de logística de cargas, buscamos a diversificação da matriz econômica. Essa busca é correta, desde que não nos esqueçamos o âmago que move inicialmente tudo – o Porto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os governos Federal e Estadual possuem programas de reconhecimento, auxílio e investimentos aos arranjos e cadeias produtivas locais (CPLs). Em março deste ano foram reconhecidas 94 CPLs no âmbito do Programa SP Produz, referentes a 2024, em quatro estágios de maturidade: aglomerado produtivo, em desenvolvimento, consolidada e madura. Este ano, nossa região apresentou 11 propostas de reconhecimento de CPLs e, destas, apenas quatro atenderam os critérios estabelecidos pelo edital da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico. Causa espanto que a CPL do Porto de Santos não tenha conseguido articular-se sob os parâmetros do edital, submetendo, erroneamente, um projeto para a operação e logística do ecossistema do Porto de Santos, e não se apresentar como uma CPL, com interdependência e cooperação entre seus múltiplos atores e elos, como fizeram, por exemplo, as CPLs do Turismo Cultural de Santos, do Desenvolvimento de Software de Santos ou a do Turismo Gastronômico de Guarujá, esta, com a maior pontuação em planejamento estratégico. Vetor importante para a economia regional e nacional, o Porto deveria contar com um centro de pesquisa que congregasse os estudos acadêmicos às demandas dos terminais portuários. Como ocorre nos Parques Tecnológicos de São Carlos, Campinas e São José dos Campos, que atuam principalmente no desenvolvimento de soluções tecnológicas em razão das especialidades que cada cidade apresenta. Faz sentido que o Parque Tecnológico de Santos tome para si essa tarefa e estabeleça seu foco nas necessidades de soluções que atinjam o Complexo Portuário de Santos em todas as suas dimensões, trazendo para si as instituições de ensino e pesquisa, o poder público e as empresas privadas que atuam e se beneficiam financeiramente com as atividades portuárias, devendo atuar também como financiadoras destas soluções. Isso, aliado ao reconhecimento da cadeia produtiva local do Porto trará às nossas cidades dinamismo econômico e consequente desenvolvimento social.