Imagem ilustrativa (Freepik) Em 2012, o astrofísico Neil deGrasse Tyson disse coisas instigantes: ao olhar a Tabela Periódica de Elementos, alguns perguntariam: de onde vieram aqueles elementos todos? Eu diria: ‘escavem a terra’. Pois quando olhamos para os ingredientes do universo, vemos que o número um é o hidrogênio. Depois, vem o hélio, o oxigênio, o carbono e o nitrogênio. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! E ao perguntar do que somos feitos verá que a molécula número um em nosso corpo é a água, feita de hidrogênio e oxigênio! Então, o número um no corpo humano é hidrogênio. Corresponde ao universo! Número dois? oxigênio. Corresponde ao universo! Número três? Carbono! Corresponde ao universo! Número quatro? Nitrogênio! Corresponde ao universo! Assim, não apenas existimos neste universo, é o universo que existe em nós! Quando olho o céu noturno, não é como ‘aqui estou eu e ele está lá’. É mais como: ‘somos parte daquilo’. Ao olhar o céu noturno, olhamos para nós mesmos, pois somos feitos dos mesmos ingredientes dele! E sobre a vida na Terra? Ao olhar nosso parente geneticamente mais próximo, os chimpanzés, com quem dividimos mais de 98% de DNA idêntico, verá que somos mais espertos. Mas, ao inventar uma medida de inteligência que faz dos humanos únicos, esta é nossa habilidade de compor poesias, sinfonias, arte, matemática, ciência. E nós dividimos 98,99% de DNA idêntico com eles! O chimpanzé mais brilhante que já existiu talvez possa fazer alguma linguagem de sinais simples, como nossas crianças. Então, o que me inquieta é constatar que tudo o que nós somos, que nos distingue dos chimpanzés, emerge desta diferença de 1% no DNA! O telescópio Hubble, estes grandes aparelhos... tudo está neste 1%! Agora, imagine uma outra forma de vida que seja 1% diferente de nós, na mesma direção em que somos diferentes dos chimpanzés! O que seríamos para eles? Seríamos uns babões idiotas!! E, mesmo assim, procuramos forma para conversar com eles. Mas, qual foi a última vez que você parou para conversar com um verme? Ou um pássaro? Talvez precisemos de uma outra espécie 1% mais esperta do que nós, onde a Teoria das Cordas e os grandes mistérios do Universo (matéria escura, energia escura, as origens da vida e todas as fronteiras do nosso pensamento) seriam algo que eles apenas autointuiriam. Fico com inveja desta possibilidade, porque queria estar por aqui para ver estas descobertas.