Foto ilustrativa (Alexsander Ferraz/AT) Outro dia, passando pela centenária Ponte Pênsil, precisamente às 21 horas, uma noite bonita e agradável, caminhava com meus passos lentos ouvindo apenas o barulho das águas que se encontravam com as rochas. Parecia uma sinfonia que fazia bem a qualquer mortal, e de vez em quando o barulho era quebrado pelos carros que passavam sobre o madeiramento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Parei por alguns momentos, já bem no meio da ponte, e fiquei observando a beleza de nossa Cellula Mater. Os prédios iluminados, todos enfileirados, refletindo suas luzes nas águas, que ao fazer as marolas, distorcia aquela geometria refletida dos prédios. Do meu lado direito, os casarões iluminados que dão acesso à Prainha. Mas o melhor estava por vir: bem na minha direção estava a majestosa Ilha Porchat, sempre badalada e redutos dos jovens, iluminada em todo o seu contorno dos prédios, discotecas e restaurantes, parecendo uma ilha da fantasia, tal a sua beleza. Enfim, senti-me iluminado e de fato estava. A iluminação da ponte é algo fascinante e comove o ser humano. Debruçado naquelas ferragens, senti uma solidão profunda, porém notei que não estava sozinho. A lua era minha companheira e testemunha de toda aquela beleza que já passa dos 100 anos, mas que nossa ponte continua jovem e na sua plenitude. Olhando para o alto, senti-me tão pequeno pela grandiosidade de suas torres suspensas por cabos de aço. É, sem dúvida, uma peça de arte exposta ao ar livre. Mesmo com o barulho dos carros, notei que alguns peixes saltavam de um lado para outro. Pareciam espadas, pois brilhavam no reflexo da lua e nas suas marolas ao redor. Parecia que as espadas estavam saudando a nossa Ponte Pênsil, que talvez muitos vicentinos passando de carro não observam a beleza que ela representa. Depois de olhar toda essa grandeza de cimento e aço, senti um alivio na alma e uma sensação de êxtase em pode observar e sentir ao mesmo tempo a brisa refrescante numa noite de lua cheia na minha Cidade, que está prestes a completar 500 anos de alegrias e ostentar o título de primeira cidade do Brasil, berço da democracia, abrigando a primeira Câmara das Américas.