(David Beale - Unsplash) O Natal está chegando! E só fui perceber com exatidão após retornar de evento cultural na Unisanta, ao me deparar com a linda decoração natalina do Super Centro Boqueirão, iluminado com graça e simplicidade toda a sua área comercial. E o retorno ao meu destino foi devagar, apreciando fachadas de edifícios que se preparam a receber Papai Noel, momento de pura euforia entre as crianças e de nostalgia para aqueles que já não podem mais contar com familiares na consagração da data. Ah, tantas lembranças felizes que invadiram o meu pensamento, momentos de quando a garotada pré-adolescente ensaiava pra valer o nascimento do menino Jesus com Maria e José à manjedoura, com roupas feitas de papel crepom e seda. Os primeiros passos teatrais executados com carinho e rigor, aplaudidos com êxito por familiares, que sempre nos incentivaram a perpetuação da magia natalina. A data tem seus encantos que nos remete também à reflexão, já que a importância comercial nos afasta do espírito natalino de perdoar, agradecer e valorizar pessoas no fortalecimento do máximo do ser humano, o amor. E esse sentimento de nobreza da alma sempre me levou à caridade, por meio de sacolinha de Natal ou cartinha da campanha Papai Noel dos Correios na ânsia em ofertar momentos de felicidade a crianças carentes na celebração da data com presentes. É uma sensação gostosa em ver sorrisos ora esquecidos na esperança em dias melhores. Recordando ainda a comercialização do Natal, que surgiu por conta da encomenda e entrega de um cartão comemorativo, lá em 1843, no século 19, e eu bem sei disso porque fui dessas que no início de dezembro levava ao Correio grande quantidade de cartões com os votos de felicidade; e atualmente, basta montar um cartão virtual que em cinco minutos familiares e amigos já estão curtindo a gentileza. O marketing do que seria uma simples comemoração ao nascimento de Jesus se tornou expectativa financeira de comerciantes, que anseiam pelas boas vendas. Para os desafortunados, ações solidárias são mais que bem-vindas, atitudes que realmente enaltecem o espírito natalino, levando presentes e deixando florescer a magnitude da grande data cristã. Não nos podemos deixar esquecer da importância em mantermos essas comemorações, por mais que sejam comerciais, em arrumar a casa com enfeites específicos, iluminação, prosseguindo na fé em algo maior no universo, numa felicidade coletiva que traga paz ao mundo, tão necessária em dias de guerra, de armas... o amor, um dia há de vencer, nunca perco a esperança! Nos reinventamos para seguirmos em frente aprendendo com as experiências da vida. É abraçar a evolução constante rumo a uma versão melhor de nós mesmos, visando o crescimento de nosso ser inspirado por novas experiências e aprendizados, no enriquecimento sabiamente da trajetória da vida. Feliz Natal! *Míriam Santiago. Jornalista