(Reprodução/ China Daily) Duas artes (estratégia e tática) gravitam em torno de uma ciência (Logística) relacionada com a seleção e o emprego de meios indispensáveis para o sucesso de um empreendimento qualquer, militar ou empresarial, por exemplo. O general francês André Beaufre (1902-1975) define a estratégia como “arte da aplicação dos meios para atingir os objetivos da política”; a tática como “arte de empregar os meios para obter o melhor rendimento em combate”; e a logística como “ciência dos movimentos e dos suprimentos de meios”. Beaufre, com certeza, se inspirou em Sun Tzu (500 a.C.), aplicando alguns instrumentos motivacionais que se propagam mundo afora e estão sempre presentes nas guerras e nas manifestações públicas conflitantes: os hinos e canções despertam a coragem; a corneta, inspira a obediência; o tambor, marca a cadência; as flâmulas, indicam o comando e as bandeiras, despertam a vontade dos combatentes ou dos manifestantes. Talvez o mais antigo e surpreendente emprego coordenado das artes e da ciência militares ocorreu na Batalha de Galgamela (331 a.C.) entre Alexandre, rei da Macedônia, e Dario III, da Pérsia. Pela primeira vez, pelo que se sabe, Alexandre, com uma força militar bem menor que a de Dario, venceu-o pela manobra, que se tornou clássica como “duplo envolvimento”. Alexandre colocou diante da enorme tropa de Dario a sua infantaria, usando-a como bigorna, e a cavalaria dividida em duas lanças profundas, aplicando uma manobra vulgarmente conhecida como “comer pelas beiradas”. Para quem desejar saber um pouco mais sobre estas artes e ciência de uso comum pelos militares e por muitos empresários de sucesso, recomendamos a leitura do livro A Arte da Guerra, de Sun Tzu, disponível na internet, com comentários e aplicações empresariais. Segundo Sun Tzu, a ordem e a desordem dependem da organização; a coragem ou a covardia, da circunstância; a força ou a fraqueza, da disposição. E, complementa: a fronteira entre a ordem e a desordem está na Logística; entre a coragem e a covardia, na Estratégia; e, entre a força e a fraqueza, na posição “tática” aplicada em momentos decisivos. Por outras palavras, “lutar e vencer todas as batalhas não é a glória suprema; a glória suprema consiste em persistir num bom combate”. (Sun Tzu) É isso que fazem os empresários que almejam o sucesso nos seus corajosos empreendimentos. *Membro da Academia Santista de Letras