Recentemente, o Grupo Tribuna promoveu mais uma edição do fórum A Região em Pauta, que teve como tema o Ensino Técnico. O tema merece uma abordagem abrangente, pois a gente percebe que o grande desafio dos adolescentes de hoje em dia é a inserção no mercado de trabalho. Um dos motivos é a razão da exigência, pelos mais diversos setores econômicos, de profissionais qualificados e preparados para lidar com os desafios rotineiros de cada segmento. Outro ponto é a Indústria 4.0, que vem transformando a produção industrial. Nesse contexto, a Baixada Santista possui peculiaridades que devem ser destacadas, como o maior porto do Hemisfério Sul, um turismo forte, potencial esportivo, um amplo polo industrial, mercado náutico, artes, setor de serviços... Enfim, o espaço disponível não me permite descrever todos os setores que exigem profissionais com conhecimentos específicos, mas sabemos que a relação é bem ampla. Nesse contexto, os holofotes se voltam ao Ensino Técnico, um dos grandes responsáveis por fornecer mão de obra qualificada visando o desenvolvimento regional, além de possibilitar a criação de uma sociedade mais justa e solidária. Em diversos veículos de comunicação, podemos acompanhar lideranças econômicas manifestando dificuldades em razão da escassez de mão de obra. Em alguns casos, empresas trazem profissionais qualificados de outras regiões do País para a Baixada Santista com o objetivo de preencher as vagas disponíveis em seus quadros. Portanto, fomentar o desenvolvimento do Ensino Técnico conforme as peculiaridades regionais é de suma importância para a inserção do jovem no mercado. Isso possibilita, inclusive, a continuidade do desenvolvimento acadêmico dos profissionais, com posterior ingresso na universidade - é importante sempre ressaltar que nossa região conta com diversas instituições de Ensino Superior, muitas delas avaliadas com notas de excelência pelo Ministério da Educação (MEC). No começo, citei o desafio imposto pela Indústria 4.0. Não poderia encerrar sem frisar que os responsáveis pelo setor educacional precisam estar atentos às transformações tecnológicas, cada vez mais velozes e que geram novas necessidades de qualificação para o mercado - hoje em dia, não há mais como ignorar a presença da inteligência artificial em todos os setores econômicos. *Paulo Rodrigues Faia. Advogado, assinante de A Tribuna e participante da ação Vivendo o Jornalismo, promovida pelo Clube A Tribuna