(Marcelo Camargo/Agência Brasil) No início, éramos alguns amigos que frequentemente se reuniam em um pequeno barzinho na Vila Mathias para conversas informais, descontraídas e muitas risadas. Com o tempo passamos a nos organizar e tivemos a ideia de preparar o nosso próprio jantar e com a anuência do sr. Catarina (dono do bar), que gentilmente nos cedia a sua cozinha, assim fomos nós instalando. Os amigos foram se aproximando e foi então que nasceu o Clube dos 15 Amigos. Nesse círculo de amizades foi definido que seríamos em 15 amigos, formando grupos de três para realizar o jantar mensalmente, uma vez por mês às quartas-feiras. Era esse triunvirato que tinha o poder de definir o cardápio, cabendo aos demais degustar a iguaria preparada. Assim, os anos foram passando e sempre que um se retirava, imediatamente era substituído por outro amigo, mantendo a nossa tradição de sempre termos 15 amigos. E lá se vão 17 anos... O ser humano é um ser social e livre, nascemos para viver em coletividade e necessitamos de amigos para nos relacionar. Todo confinamento causa algum impacto. Na pandemia, nunca foi tão comentado e nem se falou tanto como nos dias de hoje. E o nosso Clube dos 15 Amigos também sentiu esse isolamento advindo da covid. Não nos reuníamos, mas tínhamos as redes sociais e deixávamos nossas mensagens de otimismo e que voltaríamos a nós encontrar. Dentro do nosso ambiente de amizade, com diferentes personalidades, passamos a nos complementar um ao outro, evoluindo com as novas amizades. E foi assim que o Clube dos 15 Amigos sobreviveu com o passar dos anos. Sempre motivado em manter o companheirismo, a união, a fazer solidariedade. Um dia partiremos para um outro plano espiritual. Sentiremos saudades de nossas conversas, dos sonhos que tivemos, dos risos que compartilhamos. Teremos saudades de estarmos deixando o convívio de algum amigo. Um dia nossos filhos verão nossas fotografias e perguntarão: quem são essas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Quando o nosso grupo estiver incompleto, nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrimas nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes. E nos perderemos no tempo da vida. Aí os dias vão passar, meses, anos, até este contato tornar-se cada vez mais raro. Mas o Clube dos 15 Amigos deve ser perene. *Adalberto Gonçalves Correia. Economista, empresário, membro do Lions Clube de Santos, pertence à Loja Maçônica Acácia de Santos e membro da Associação dos Amigos da Policia Militar.