(Pixabay) Em meio ao caos urbano e à crescente pressão sobre os recursos das cidades, destaca-se a necessidade urgente de uma gestão eficaz, onde a politicagem não tem espaço. A boa gestão não é apenas um conceito abstrato, mas um fator indiscutível e tangível para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida nas cidades em crise. Para resgatar as cidades das mãos daqueles gestores que visam apenas a manutenção no poder e reconstruí-las, é necessário um compromisso renovado da população que os escolhe, com uma administração eficiente, capaz de transformar desafios em oportunidades. A gestão eficaz das cidades com baixa arrecadação deve ser vista como a pedra angular para um futuro próspero. Infelizmente, muitos gestores priorizam projetos de poder em detrimento do projeto de cidade, negligenciando as verdadeiras necessidades da população. Focar no equilíbrio fiscal e financeiro é essencial para garantir que as receitas municipais sejam geridas de forma a promover o bem-estar dos cidadãos. Além disso, trabalhar para estimular novas empresas na cidade é vital para gerar emprego, renda e aumentar a arrecadação tributária. Cidades que conseguem atrair investimentos e fomentar o empreendedorismo criam um ciclo virtuoso de crescimento econômico e social. A implementação de políticas que facilitem a criação e a expansão de negócios locais pode transformar o cenário urbano, aumentando a qualidade de vida e a segurança econômica dos habitantes. A gestão municipal deve também escolher bem as prioridades para fins de investimentos e dar atenção especial aos que tragam melhoria nos serviços públicos e redução dos custos com a máquina pública, visando sempre aumentar a eficiência da gestão. O gestor precisa também escolher bem seus secretários, que devem ser técnicos e não apenas aliados políticos que chegam ao cargo por acordo e não por competência. Gerir recursos públicos requer responsabilidade, conhecimento, habilidade e competência para a sua correta utilização, especialmente quando estão escassos. Portanto, a boa gestão nas cidades em crise não é apenas uma escolha, mas uma necessidade crítica. Resgatar para reconstruir significa adotar práticas de gestão que priorizem a inclusão, a inovação e a eficiência. Cada cidade tem o potencial de se transformar e prosperar, mas isso requer líderes comprometidos com mudanças concretas e sustentáveis. A ação imediata é necessária para garantir que as cidades do futuro sejam vibrantes e resilientes. É essencial que gestores urbanos, políticos e cidadãos trabalhem juntos para implementar estratégias que promovam o desenvolvimento sustentável e inclusivo. O futuro das cidades depende dessa colaboração e determinação para reconstruir sociedades mais justas e equilibradas. *Marcelo Rocha. Contador, empresário e mestre em Administração, Educação e Comunicação