(Reprodução/Pixabay) Ma-ma, Mãeee! Ah, não, mãe... das primeiras palavras até as mais combativas quando se cresce. Uma palavra tão pequena que carrega tanto sentimento. Sempre tive uma mãe zelosa, forte, daquelas que dizia “Ih, essa sua amiga não serve”, “Siga seus sonhos”, “Filha, te amo muito”. Há quase 40 anos tenho sorte e a mãe mais linda, amorosa e com nome de rainha: Elizabeth. Mas, as coisas mudaram. Há quase cinco anos, as broncas, as confidências, deram lugar a um silêncio ensurdecedor. Minha linda mamãe virou uma filha. E logo eu que decidi que não seria mãe. Aos 68 anos, ela tem uma demência rara, afasia progressiva primária, a mesma que atingiu o ator Bruce Willis e que afeta a principal forma de comunicação: a fala. O olhar firme, se tornou distante. A altivez, deu lugar a calma. Se tem alguém que veio pro mundo pra dar amor foi minha mãe. Ao nascer, quase morreu, teve pré-eclâmpsia - a mesma condição que fez a cantora Lexa, perder a filha. Mas, desistir não estava nos planos da Dona Beth. Ela nasceu pra ser mãe! Forte, protetora, amorosa. As palavras efusivas, as opiniões fortes, foram indo embora, mas o que está presente é o carinho, o sorriso que me dá quando me vê, o eu te amo era espontâneo, agora precisa ser estimulado com “você me ama, mamãe?” e nos dias que Deus permite, ela diz: “claro!” Agradeço sempre por ter minha mãe viva e meu pai guerreiro e super marido, sr. Ayres, que cuida e dá muito amor. Sempre que eu converso com alguém eu digo, o que este texto me permitirá dizer pra mais gente: “Amem muito a sua mãe! Digam todos os dias, não importa o que aconteça! Façam o Dia das Mães ser todo dia!” Presente é bacana, claro. Mas a presença e o amor não têm preço. Costumo dizer que assim como o Guilherme, do BBB25, eu tenho sorte, amo minha sogra Gisa, minha segunda mãe. Ela me dá carinho e ainda me deu o filho de presente que é tão incrível quanto ela. Nossa rede de apoio tem minha tia Lucia que cuida, nos ajuda e me dá carinho de mãe. Pra quem infelizmente, já perdeu a mamãe, se apegue as lembranças, ao orgulho que com certeza, sua mãe teve, porque não há amor maior no mundo do que venerar aquelas que nos trouxeram ao mundo. Não importa se de sangue ou de coração, ser mãe é um dom! O dom de amar sobre todas as coisas e de dar a vida, por um filho e pela felicidade dele! Uma pena que minha maior fã, que sempre aplaudiu minhas conquistas como jornalista, não possa ler este texto. Mas, eu vou fazer questão de ler para ela sentir todo meu amor e admiração. Feliz todo Dia das Mães! * Jornalista