<p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.430139" attr-version="policy:1.430139:1748817810" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.430139/Mapeamen.JPG?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">(Alexsander Ferraz/AT)</span></p> <p data-end="881" data-start="133"><strong data-end="144" data-start="133">Canal 3</strong><br data-end="147" data-start="144" /> Primeiro era só um. Depois, dois, três, quatro. No último dia 26, eram cinco oportunistas, que dificilmente seriam incriminados, pois engolem os objetos de desejo. Não são bandidos, e sim inocentes infratores. Antes que pensem que me refiro aos ciclistas adolescentes (normalmente em trios) que na contramão da Rua Gov. Pedro de Toledo ou na Rua Galeão Carvalhal, em Santos, subtraem as correntinhas do pescoço das senhoras (dizem que chegam a engoli-las para não haver flagrante), falo de cinco biguás que adotaram o Canal 3 (próximo ao pontilhão da Galeão Carvalhal) como ponto de alimentação. Pobres peixinhos indefesos. Os desumanos não deixaram locais nos canais para se esconderem.<br data-end="837" data-start="834" /> <em data-end="881" data-start="837">Manuel Joaquim Ferreira Francisco – Santos</em></p> <p data-end="1562" data-start="883"><strong data-end="899" data-start="883">Perplexidade</strong><br data-end="902" data-start="899" /> Li nos últimos dias mais uma opinião questionável neste espaço. Estamos em um “infeliz desgoverno”? Temos aumento real do salário mínimo, menor taxa de desemprego da história, recorde em investimentos estrangeiros, recorde de pontos na bolsa de valores. Guerra política ‘inventada’ por Lula? Não foi ele que tentou golpe de estado nem fugiu para os Estados Unidos. Não foi ele que se recusou a reconhecer a derrota nas urnas em 2022, nem chamou embaixadores para uma trama eleitoral. Não foi ele que deixou milhares sem oxigênio e vacinas na pandemia. Se o atual governo é infeliz, o anterior foi trágico e nefasto.<br data-end="1520" data-start="1517" /> <em data-end="1562" data-start="1520">Rubem de Carvalho Pereira Silva – Santos</em></p> <p data-end="2219" data-start="1564"><strong data-end="1575" data-start="1564">Herança</strong><br data-end="1578" data-start="1575" /> A insensatez do governo Lula, acrescida da queda de popularidade, faz com que, com frequência, se invente uma nova bondade para se reeleger presidente. Daí vem a elevação da dívida pública, que com seus juros absorve grande parte da receita. Assim, pouco sobra para investir ou melhorar os serviços básicos. Quem assumir a Presidência da República em 2027, pouco poderá fazer e, devido à caótica situação atual, terá a árdua tarefa de colocar o Brasil em ordem, em meio a uma herança maldita – bem diferente do que Lula recebeu de Fernando Henrique Cardoso em 2003 e de Jair Bolsonaro em 2023.<br data-end="2174" data-start="2171" /> <em data-end="2219" data-start="2174">Humberto Schuwartz Soares – Vila Velha (ES)</em></p> <p data-end="2824" data-start="2221"><strong data-end="2235" data-start="2221">Envelhecer</strong><br data-end="2238" data-start="2235" /> A única certeza que temos é que viver é envelhecer, renunciar à eternidade e se integrar ao sentimento de finitude. Quem tem medo da velhice deve fugir de livros de autoajuda, de remédios milagrosos ou de conselhos dos influencers. Quer saber se a velhice está chegando? Basta olhar a juventude. Os fossos geracionais são o termômetro mais eficiente para se saber o quanto se está velho. Somos todos ‘o velho’ ou ‘a velha’ de alguém. Leia sobre nossos antepassados. Suas lições são incontáveis. São saborosas. São sinceras e nos preenchem de sabedoria.<br data-end="2793" data-start="2790" /> <em data-end="2824" data-start="2793">João Horácio Caramez – Santos</em></p> <p data-end="3881" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2826"><strong data-end="2847" data-start="2826">Sebastião Salgado</strong><br data-end="2850" data-start="2847" /> Sebastião Ribeiro Salgado Júnior transformou a fotografia documental em um poderoso instrumento de denúncia, reflexão e beleza. Com sua icônica estética em preto e branco, capturou não apenas imagens, mas a essência humana e as marcas do tempo na Terra. Seu olhar sensível e comprometido revelou ao mundo tanto a grandiosidade da natureza quanto as dores das desigualdades sociais. Ao longo de décadas, registrou com intensidade os rostos esquecidos, os deslocamentos forçados, o trabalho exaustivo, os silêncios da fome e as cicatrizes do planeta. Ganhou projeção internacional com ensaios como <em data-end="3461" data-start="3446">Trabalhadores</em> e <em data-end="3472" data-start="3464">Êxodos</em>, além das inesquecíveis imagens da Serra Pelada nos anos 1980. “Sei que não viverei muito mais. Mas não quero viver muito mais. Já vivi tanto e vi tantas coisas”, disse em entrevista ao jornal <em data-end="3680" data-start="3666">The Guardian</em>. Salgado deixa um legado incomparável: imagens que nos desafiam, nos comovem e nos transformam. Descanse em paz, mago das imagens. Seu olhar permanecerá entre nós.<br data-end="3847" data-start="3844" /> <em data-end="3881" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="3847">Gilberto Pereira Tiriba – Santos</em></p>