(Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC) Futebol (1) A atuação do Santos contra o Corinthians foi decepcionante e escancarou mais uma vez as carências do time treinado por Juan Pablo Vojvoda. O amplo domínio corintiano em plena Vila Belmiro, especialmente no primeiro tempo, não foi por acaso. O Santos foi uma equipe inoperante na marcação e na criação, além de irritantemente equivocada nas tomadas de decisão, tanto coletivamente quanto individualmente. No fim, brilhou a estrela de Gabigol, predestinado a marcar gols decisivos. Foi o 14º com a camisa do Santos em clássicos paulistas. O ponto conquistado no clássico deve ser comemorado, mas as várias carências da equipe deixam o torcedor preocupado e apreensivo. Na próxima semana começa o Brasileirão. Que saudades do período sem futebol... Guilherme Rodrigues Simões - Santos Futebol (2) Carlo Ancelotti é um técnico vencedor, mas insensível ao não convocar Thiago Silva para a zaga da seleção brasileira. Aos 41 anos, o zagueiro está maduro, esbanja saúde, vigor e posicionamento adequado durante o jogo. Com a vivência de Ancelotti e Thiago Silva, o zagueiro que nos falta, finalmente, conquistarmos o tão ambicionado hexa. Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES) Carros Parabenizo o sr. José de Souza pelo comentário sobre o que sempre aconteceu neste País em relação às tecnologias de ponta e, em especial, à indústria automotiva. No início, era a importação para os privilegiados. Depois, com a proliferação desses veículos que se tornaram antigos ao longo do tempo, o governo Juscelino abriu as portas às montadoras estrangeiras e Ford, GM, VW e Fiat usufruíram do nosso mercado, expurgando os modelos ultrapassados nas suas matrizes e impondo esses modelos. Estabelecido o cartel, projetos nacionais como Romi-Isetta e Gurgel foram eliminados deste nosso mercado desassistido. José Higino Sant’Anna Pérez - Santos Cinema Que Wagner Moura é um bom ator, não negamos, mas ele já devia ter ganho o Oscar pela atuação em Tropa de Elite 1 e 2. Os dois longas mostraram somente uma parte dos escândalos e corrupções do nosso País. Também escancararam a dificuldade da polícia em desempenhar o papel da segurança pública e a influência de políticos agindo em interesse próprio. Muitos assistiram o filme várias vezes, mas infelizmente mostrar a realidade não dá prêmios, inclusive internacionais. Por que será? A Lei Rouanet devia ser revista, pois a princípio ela daria incentivos para novos talentos, mas acaba alimentando as raposas velhas que já vivem com mordomias. Isabel M. M. G. Cunha - Santos Banco Central Segundo reportagem divulgada nesta semana, o diretor de Compliance do Banco Central, Ailton Aquino, teria pedido ao presidente do BRB que comprasse carteiras fraudadas do Banco Master, algo que ele negou posteriormente. Mas, se ele fez isso, foi a mando de quem e para favorecer quem? Marieta Barugo - São Paulo Cleptocracia brasileira O Brasil vive uma experiência fascinante: aprender na prática que a cleptocracia não é um desvio, e sim um método. Certos senhores togados, que deveriam encarnar o último reduto da ética republicana, decidiram inovar, passando a tratar a moral como acessório opcional. É admirável a desenvoltura. Não há constrangimento, rubor e sequer o esforço de disfarçar. Tudo é feito à luz do dia, com solenidade, discursos sobre democracia e aquela expressão serena de quem parece sinceramente convencido de que o brasileiro médio é um sujeito simplório, incapaz de perceber o óbvio — ou pior, alguém que já desistiu de perceber. Vivemos a era do “não é bem assim”, do “foi tudo legal”, do “vocês não entenderam a complexidade”. O escândalo virou rotina. A indignação virou cansaço. Arnaldo Luiz Corrêa - Santos