( Matheus Tagé ) Santos (1) Faço coro ao estimado Esmeraldo Tarquinio em sua indignação pela situação do Aquário Municipal. É inacreditável o que acontece com as reformas dos equipamentos turísticos e culturais em Santos, vide o exemplo do Teatro Coliseu. Como uma obra que começou em julho levou seis meses pra ter apenas 9% concluídos? Qual o papel das secretarias de Obras e do Turismo nesse acompanhamento? Como nenhuma das duas acompanhou a obra e o prazo, não exigiu celeridade? E agora, em plena temporada de verão, teremos um equipamento tão importante fechado. É essa a pretensão de destacar Santos como polo turístico? Wania Rangel – Santos Santos (2) Ao contrário de alguns poucos, que por motivos menores não enxergam os encantos que a nossa querida Santos nos proporciona, até entre obras e desenvolvimento, recomendo paciência e tolerância. Até as principais capitais do mundo apresentam problemas, alguns bem mais graves que os nossos. Estamos em festas, com cidade lotada. Vamos brindar. A ocupação hoteleira estimada em 96%, o público concentrado nas nossas programações especiais e uma das maiores e mais espetaculares queimas de fogos do País. E a segurança? A nossa já eficiente GCM terá o reforço de 250 profissionais remanejados de outras áreas, grande estrutura por toda orla, com 55 veículos, embarcação e até drones, além da participação da valiosíssima Polícia Militar com a Operação Verão. Juan Manuel Villarnobo Filho – Santos Santos (3) Uma sugestão ao prefeito de Santos: em vez de gastos com shows e atrações musicais na praia, por que não priorizar verbas para segurança? Veja o exemplo do Cemitério do Paquetá. Sem a devida presença da Guarda Municipal, foram roubadas placas de bronze das campas. Isso sem contar o aumento da quantidade de pessoas em situação de rua sem a devida assistência em Santos. José de Souza – Santos Segurança Pergunta que não quer calar: por que as subseções da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de todo o País não vão até o Congresso Nacional cobrar leis mais duras contra aqueles que cometem feminicídio? Pedro dos Santos Neto – Santos Politicagem Nós, eleitores, somos iludidos pelos candidatos, pois eles se mostram infiéis até em acordos entre eles. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) foram eleitos em 3 de fevereiro para as presidências da Câmara e do Senado, respectivamente, sob promessa de pautar a anistia em março. Logo depois, mesmo com o Brasil de pires na mão, uma grande comitiva de 200 nomes, incluindo os dois, foi à Ásia a convite de Lula. Desde então, promessa ignorada. A anistia foi pautada em dezembro, mas desde março o que vimos foi uma garimpagem de cargos pelo senador. Daí a insegurança jurídica em um desrespeito generalizado. Humberto Schuwartz Soares – Vila Velha (ES) Tanques de guerra Não duvide: no dia em que tanques de guerra forem vendidos em concessionárias, muitos SUVs virarão Fusquinhas. A lógica é a mesma – ser mais para parecer mais. Um movimento quase automático de quem tenta compensar uma existência rasa, ansiosa e permanentemente insatisfeita. Carrão, corpo hipertrabalhado, decotes, motores potentes, imóveis maiores do que o necessário. A empáfia vira linguagem. O excesso, identidade. Tudo para sustentar um ego frágil que confunde valor pessoal com tamanho, potência e aparência. O paradoxo é cruel: enquanto o mundo clama por simplicidade, equilíbrio e consciência, seguimos empilhando “mais” sobre uma população mentalmente exausta. Talvez o que falte não seja conquista, mas sentido. E talvez a saúde emocional coletiva passe menos pelo acúmulo e mais pela coragem de reduzir. Ricardo Murça – Santos