(José Cruz/ Agência Brasil) Urnas eletrônicas Diante do exposto em dois textos de ontem sobre o nosso sistema de votação eleitoral, pergunto: 1) Caso o eleitor, ao conferir seu voto impresso no visor, diga que ele não está correto, o que acontece? Vota de novo? 2) Voltar à cédula de papel? Já imaginaram a estrutura necessária para transportar e conferir mais de 100 milhões de votos? O problema em nossa incipiente democracia vem depois das eleições, quando nossas opiniões sequer são ouvidas, parlamentares gozam de foro privilegiado e só podem ser julgados e punidos entre si. Quanto a haver democracias mais efetivas, só se for na Noruega ou na Dinamarca. Nos EUA, o atual presidente contestou os resultados depois de perder. Impresso ou não, o voto é um dos elementos da democracia, não o único. Rubem de Carvalho Pereira Silva - Santos Desprezo pelo povo Quem precisa de mais deputados? Essa foi a pergunta de recente editorial da Folha de S.Paulo diante do projeto de lei complementar que amplia de 513 para 531 o total de assentos na Câmara, com um gasto adicional de R\$ 65 milhões ao ano. O despudorado interesse dos parlamentares prevalece sobre os do País. Nem mesmo a pesquisa Datafolha demonstrando que 76% dos brasileiros são contra o projeto impediu o Senado de pautar a votação do texto. Esse é o pior Congresso da nossa história, repleto de interesses inconfessáveis, artimanhas e embustes, com desprezo pelo povo. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos Arautos do amor Onde estão os arautos do amor que criticavam Campos Neto na sua gestão à frente ao BC e hoje veem o indicado pelo descondenado aumentar para 15% a taxa Selic? Estão no maior silêncio! Galípolo acertou, pois o presidente não quer acabar com a gastança fútil. Mas eles veem crescimento em todos os lugares, menos na taxa de juros. André Durante - São Vicente Graves injustiças Fico estarrecido com algumas cartas neste espaço. O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcado por graves injustiças, negligência e ataques sistemáticos às instituições democráticas. Durante a pandemia19, milhares de vidas foram perdidas de forma evitável, fruto do negacionismo, do desprezo pela ciência e de decisões irresponsáveis. Esses e outros episódios não podem ser esquecidos ou tratados com normalidade. Bolsonaro deve, sim, responder por seus atos e omissões. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Poesia com chorinho A abertura da 18ª Semana Martins Fontes na Casa da Frontaria Azulejada agradou em cheio pela tarde literária. No sarau, poemas do homenageado foram declamados por membros da Academia Santista de Letras. Houve também a apresentação de chorinho do excelente grupo Caros Amigos e uma participação do ator Vanderlei Abrelli caracterizado como Martins Fontes. Teve bastante destaque a iluminação cênica vermelha, numa referência ao gosto do poeta por cravos vermelhos. Parabéns ao presidente da Fams, Leonardo Delfino, e sua equipe, bem como a Taís Curi, presidente da Academia Santista de Letras. Martinho Leonardo - Santos Calçadas A Prefeitura de Santos vem desenvolvendo projeto louvável de melhorias nas vias públicas, como é o caso das ruas Tolentino Filgueiras, transformada numa rua gastronômica; Azevedo Sodré, que impulsiona o comércio de lojas; e Joaquim Távora, com novas calçadas. A Trabulsi é outro exemplo. A título de sugestão, considero que a Rua da Paz merece melhorias em suas calçadas, que são estreitas e têm alguns trechos falhos e irregulares, com declives que prejudicam os pedestres. Por que não um estudo para alargar as calçadas? Sendo uma rua de mão única e com pouca extensão, da praia até a Rua Minas Gerais, o investimento pode ser viável. Gilberto Ruas - Santos