(Matheus Tagé/ AT) Que mundo é esse? O ator Mateus Solano, no meio da encenação da peça O Figurante, ao perceber que estava sendo filmado, deu um tapa no celular da mulher que registrava a cena e seguiu atuando com o aparelho caído no chão. Outra notícia deu conta de que Leila Pereira, presidente do Palmeiras, no último jogo com o Flamengo, no Rio, foi impedida pelo governador Cláudio Castro (PL) de passar em frente ao seu camarote, obrigando-a a atravessar o setor destinado à torcida rubro-negra. E tem mais: 33 prefeituras mineiras destinaram cerca de R\$ 6 milhões a cantores com recursos de emendas Pix e não informaram as despesas no Portal da Transparência, como se os shows não tivessem ocorrido, em mau uso do dinheiro público. Que mundo é esse? Juan Manuel Villarnobo Filho – Santos Motos Há muito tempo leio nesta coluna queixas relacionadas a abusos cometidos por motociclistas no trânsito. Hoje, aos 82 anos, só espero que medidas como a Faixa Azul possam ser respeitadas pelos donos de motos, pois as pistas exclusivas a eles nas laterais das vias são utilizadas por pouca gente. Enquanto isso, muitos motociclistas têm pressa e ignoram sinais vermelhos, faixas de pedestres e necessidade de respeito a ruídos perto de hospitais e casas com idosos, autistas e outros... Isso ocorre porque não dói no bolso de quem comete esse tipo de abuso. Não entendo como autoridades ainda ignorem nossas queixas neste espaço. Ademir de Abreu Serrão – São Vicente Paz A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, foi a ganhadora do Nobel da Paz. E qual foi seu primeiro ato? Oferecer o prêmio para Donald Trump. Às vezes, o maior reconhecimento do mundo pode, ironicamente, abrir as portas para o pior dos conflitos. É um pensamento angustiante, mas preciso: essa honra luminosa pode ser usada como um trunfo geopolítico. No caso da Venezuela, é como se a medalha brilhante nas mãos de Corina lançasse uma sombra enorme – a sombra de uma intervenção internacional, justificada sob o discurso de “trazer democracia”. A gente já viu esse filme antes. A condecoração, que deveria ser um escudo, pode se tornar o pretexto perfeito para quem já está de olho no país. A paz de um pode ser a desculpa para a guerra de outros. Marcus Aurelio de Carvalho – Santos Crise na Argentina A crise econômica e a inflação descontrolada estão levando grandes empresas a vender ativos e encerrar operações na Argentina. Pelo menos 16 multinacionais já anunciaram planos de deixar o país diante da falta de previsibilidade nas políticas do governo Javier Milei. Hoje, o mercado argentino é visto como de alto risco e, após um 2024 marcado por queda nas vendas e acúmulo de estoques, 2025 não apresenta sinais de recuperação, reflexo direto de uma gestão de direita baseada em cortes drásticos e no desmonte do estado. Um cenário completamente oposto ao do Brasil, que vem demonstrando estabilidade econômica e avanços sociais. Gilberto Pereira Tiriba – Santos Incêndios Daqui a um mês, o Brasil receberá a COP30, mas hoje o fato é que o País tem de lidar com focos de incêndio que dizimam fazendas, florestas, terras indígenas, assentamentos quilombolas e até cidades históricas, como em Minas Gerais. Tudo isso sem controle operacional para a extinção dos sinistros climáticos. Como o País pode receber a COP30 para a discussão de mudanças? É preciso que o Governo Federal tome a iniciativa e convoque os ministérios, as Forças Armadas e as diversas universidades do País para que busquem elementos que viabilizem o fim dos incêndios florestais. Como a ciência, a engenharia química e outros setores até hoje não encontraram uma solução prática para isso? Martinho Leonardo – Santos