(Reprodução/X) Os bárbaros O episódio dos quatro adolescentes que espancaram e mataram o cão Orelha não é apenas um caso de crueldade. É um espelho sujo da hipocrisia estrutural da sociedade brasileira. De repente, surgem explicações, diagnósticos emocionais, pedidos de empatia. A pergunta que ninguém quer responder é simples — e incômoda: e se o autor fosse negro, pobre e da periferia? A história já estaria resolvida. Enquanto isso, seguimos ensinando que a lei não é igual para todos. Alguns erram e “aprendem”. Outros erram e “pagam”. Quando vamos parar de fingir surpresa? Uma sociedade que relativiza a barbárie quando ela vem de cima não é apenas hipócrita. É cúmplice. Arnaldo Luiz Corrêa - Santos Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Guarujá Eu gostaria de saber como funciona o trabalho das equipes públicas, em especial quanto a uma situação que noto no Pae Cará. No bairro, temos a Rua Iporanga, que por sua largura, deveria ser reclassificada como uma avenida. Já a Avenida Atlântica, que não tem largura nem para o tráfego de Fuscas, poderia se tornar uma rua. É importante que essa questão seja analisada, pois o tráfego de carros e caminhões não para de aumentar. Josemilton de S. e Silva - Guarujá Carnaval de Santos Em um tempo com cotidiano acelerado, o Carnaval surge como pausa coletiva, encontro de gerações e motor cultural e econômico. Ele movimenta bairros, ativa o Centro Histórico, impulsiona o turismo, gera renda, emprego e pertencimento. Cada ensaio, cada batuque e cada fantasia reafirmam que Cultura não é gasto, é investimento social, identidade em movimento e esperança compartilhada. Nos últimos 30 anos, o Carnaval santista atravessou desafios, viveu incertezas, interrupções, falta de estrutura e o risco real de silenciar vozes que ecoam há gerações. Ainda assim, resistiu. Porque nunca foi apenas festa. Sempre foi território de identidade, pertencimento e luta cultural. Jorge Fernandes - Santos Irã Irã era governado pelo xá Mohammad Reza Pahlavi, sob uma monarquia autocrática e secular. O regime promovia a ocidentalização do país, mas coexistia com forte repressão política e desigualdade social. Entre os fatores que levaram à Revolução Islâmica, destacam-se autoritarismo, repressão política e corrupção. Antes da consolidação do poder do xá, o país era governado pelo primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh, deposto em 1953 por um golpe de Estado apoiado pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, tendo como pano de fundo o petróleo. A Revolução Islâmica, por sua vez, não resultou na plena libertação da população, pois a adoção de um governo religioso levou a novas restrições políticas e civis. Espera-se que, no futuro, o Irã possa desenvolver instituições políticas e judiciárias tão sólidas e estáveis quanto as que temos no Brasil. Marcus Aurelio de Carvalho - Santos Qual seu real valor? Você pode ser a pessoa mais importante da cidade e, poucos dias após sua morte, poucos se lembrarão de sua existência. No máximo, recordarão seus bens, conflitos ou problemas deixados. Isso não é pessimismo; é realidade. A frase “você sabe com quem está falando?” nunca soou tão cafona e constrangedor. O ser humano sofre ao confundir valor com reconhecimento. O medo de ser comum, muitas vezes esconde um vazio interno. Quando o “quem sou” não vem acompanhado do “o que construí”, sobra apenas o vácuo da finitude e tudo se perde rápido. No fim, não é o ego que permanece, mas a obra. Não o nome, mas o impacto. Importância real não se grita — se constrói. Ricardo Murça - Santos