(Divulgação/Prefeitura de Guarujá) O Porto de Santos, principal complexo portuário do Brasil, tem registrado sucessivos recordes de movimentação de cargas. Em 2024, alcançou a marca histórica de 179,8 milhões de toneladas movimentadas, representando aumento de 3,5% em relação ao ano anterior. O volume de TEU (contêiner de 20 pés) foi de 5,4 milhões, crescimento de 14,7% na comparação com 2023. As empresas de logística que atuam com comércio exterior desempenham um papel crucial na coordenação e otimização do fluxo de mercadorias, garantindo que as operações nos terminais portuários ocorram de forma ágil e eficaz. Os Terminais Retroportuários Alfandegados (TRAs) têm uma função primordial no suporte às operações portuárias, oferecendo serviços de armazenagem, movimentação, unitização e desunitização, transporte e despacho aduaneiro, bem como os serviços relativos e necessários a todos os órgãos anuentes, que facilitam a movimentação de cargas e reduzem gargalos logísticos. Existem muitos TRAs no Porto de Santos e a presença deles é vital para a eficiência do complexo portuário, já que uma das principais atividades dos terminais portuários é a movimentação dos navios, carregando e descarregando as embarcações, assegurando que todas as rotas de navegações com suas linhas especificas sejam mantidas pontualmente. Os Depots, áreas destinadas ao armazenamento, limpeza e manutenção de contêineres vazios, também são cruciais para a logística portuária. Eles garantem a disponibilidade de contêineres em condições adequadas para exportadores e importadores, contribuindo para a melhoria do fluxo de mercadorias e para a redução de custos operacionais. A atuação eficiente dos terminais portuários, aliada à infraestrutura dos TRAs e Depots, colabora diretamente para a capacidade do Porto de Santos lidar com volumes crescentes de carga. Essa sinergia é fundamental para manter o Porto como um hub estratégico no comércio exterior brasileiro, proporcionando competitividade e excelência nos serviços prestados. A verticalização do mercado portuário, caracterizada pela integração entre armadores e terminais, tem se intensificado no Porto de Santos. A aquisição da Santos Brasil pela CMA CGM exemplifica essa tendência. A Brasil Terminal Portuário (BTP), controlada pela Maersk e MSC, e a DP World Santos vêm atuando também em toda a cadeia logística, anunciando recentemente a abertura de filiais comerciais pelo país. Seguem igualmente modelos de integração vertical, buscando maior eficiência e controle em todas as etapas. Desde setembro do ano passado, o Porto de Santos vem superando os volumes, garantindo que suas ocupações estejam no limite de suas capacidades. O grande desafio será equalizar essa operação, já que, em função de estudos e análises, deve manter ritmo de crescimento nos próximos anos. Os desafios passam por mais investimento em infraestrutura com capacidade de armazenagem e movimentação, transportes mais ágeis e modernos, colaboradores capacitados para as novas funções, como a logística 4.0. O maior porto da América do Sul precisa continuar sendo tema em debates, eventos e painéis envolvendo comunidade, empresas e governos, em busca das melhores soluções. Só assim conseguiremos materializar nossas ideias e tornar o Porto de Santos mais atraente e estratégico para o mundo dos negócios. *Diretor de Operações da Movecta