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O retorno de Pep Guardiola à grande decisão da Champions
Treinador espanhol volta a disputar a final da Liga dos Campeões da Europa depois de dez anos
Por: Bruno Rios  -  07/05/21  -  07:02
Como treinador, Pep Guardiola venceu duas finais da Champions com o Barcelona, em 2009 e 2011   Foto: Divulgação/Manchester City

A Liga dos Campeões da Europa deu mais uma prova, nesta semana, de que é a competição mais difícil do mundo. Após dez anos de ausência na decisão do torneio, Pep Guardiola finalmente voltará a disputá-la no próximo dia 29, juntamente com seu Manchester City. Em Istambul, o time fará contra o Chelsea um clássico inglês que merece desde já a atenção de quem ama futebol.


Parece estranho, mas é isso mesmo: o maior nome da atual geração de treinadores passou uma década sem ir à final da Champions e colecionou uma série de desilusões, apesar de toda a capacidade que possui para montar verdadeiros esquadrões. A boa notícia a ele é que, pelo que vem mostrando em campo nos últimos meses, o City chegará como favorito e pronto para dar o passo que falta rumo ao topo da Europa.


Há 14 anos, uma entrevista dada pelo então presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, me marcou e ajuda a explicar o processo vivido atualmente pela equipe inglesa. Com uma calma incomum, ele explicou que o Timão precisava se acostumar a disputar a Libertadores e perdê-la algumas vezes para criar casca e, enfim, poder conquistá-la. Após diversos fracassos - com direito ao vexame contra o Tolima -, isso acabou ocorrendo em 2012.


Algo similar se passou com a equipe de Manchester. Mesmo com pesados investimentos e um elenco recheado de estrelas, ela teve de se ambientar à rotina da Champions e empilhou insucessos até eliminar o PSG, na última terça-feira (4), com uma segurança que nunca havia demonstrado nesta competição.


Ter Guardiola como técnico a peso de ouro não foi garantia de vitória imediata, mas uma atitude que possibilitou a construção dessa jornada. Os frutos são colhidos agora, com um futebol envolvente e extremamente agradável de se ver.


Hoje, parar o dia para acompanhar De Bruyne, Mahrez, Bernardo Silva, Gundogan, Foden e Fernandinho, entre outros, é uma alegria e tanto em meio à maratona de jogos ruins que se espalha pelos continentes por conta da pandemia. E o City ainda se dá ao luxo de ter na reserva um trio de atacantes que dificilmente estaria nessa situação em outro clube: Sterling, Gabriel Jesus e Aguero.


O jogo do time inglês flui facilmente, as chances de gol são criadas aos montes e, na maioria das partidas, o City sai de campo dando a impressão de que poderia ter vencido com ainda mais vantagem, tamanha a superioridade.


Méritos a Guardiola, que sempre pondera os triunfos na Champions e gosta de afirmar que é muito mais difícil e prazeroso vencer uma liga nacional, pelo fato dela premiar a equipe mais regular na temporada. Não à toa, ele caminha a passos largos para conquistar o Campeonato Inglês pela terceira vez em cinco edições disputadas.


Porém, os gênios também têm suas imperfeições e, ao contrário do que ele sempre fala, levantar a principal taça europeia é sim um desafio de grandes proporções. Tanto que sua ausência por dez anos na final da Champions chocou muita gente e o retorno a esse palco é celebrado e encarado como o melhor cartão de visitas possível a quem já conta as horas para o próximo dia 29.


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