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Meninos do Santos passam no batismo de fogo da Libertadores

Jogadores como Kaiky, Ângelo e Vinicius Balieiro podem dar "dor de cabeça boa" para Ariel Holan

Por: Bruno Gutierrez  -  10/03/21  -  11:00
Ângelo e Kaiky: a base vem forte no Peixe
Ângelo e Kaiky: a base vem forte no Peixe   Foto: Ivan Storti/Santos FC

Após a goleada sofrida para o São Paulo, no último sábado (6), pelo Campeonato Paulista, os Meninos da Vila enfrentaram o batismo de fogo no time profissional do Santos: encarar uma partida decisiva, eliminatória, na Copa Libertadores da América.


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O adversário, claro, não era lá aquelas coisas. Não dava para esperar um grande desafio por parte do modesto Deportivo Lara, da Venezuela. Mas serve para mostrar que os garotos criados na base santista não ficaram tímidos perante ao confronto que vale a sobrevivência do Peixe na competição continental antes mesmo dela começar de forma efetiva.


O Santos em si sofreu em diversos momentos. Muito por culpa do pouco treino ainda sob o comando de Ariel Holan, que tenta já impor seu modo de pensar o futebol ao elenco. Porém, isso é conversa para uma outra coluna. 


O que vale exaltar, neste momento, é que os meninos fizeram a tarefa e deram conta do recado. No primeiro tempo, principalmente, Ângelo foi a principal alternativa de criação para o Santos em uma noite que Soteldo e Lucas Braga estiveram mais apagados. O menino, no alto dos seus 16 anos, não se intimidou, buscou jogadas individuais, foi para cima dos venezuelanos. Até por isso, no segundo tempo, passou a ser melhor marcado pelo time visitante.


Balieiro, mesmo improvisado na lateral-direita, também não comprometeu. Além disso, fez aquilo que Holan gosta. Atacou, entrou na área e deixou o seu primeiro gol com a camisa do Alvinegro, aproveitando uma sobra dentro da área.


Porém, o maior destaque foi Kaiky. Com apenas 17 anos, voltou a mostrar, assim como na partida contra o Santo André, que tem tudo para ser o substituto de Lucas Veríssimo. Mostrou segurança, mostrou qualidade no passe na saída de jogo e ainda marcou o gol da vitória santista. O gol - primeiro com a camisa do Peixe como Balieiro, foi histórico. Ele passou a ser o brasileiro mais jovem a marcar na Copa Libertadores da América. O segundo atleta mais novo na história do torneio. E, ao que tudo indica, tem um futuro grande no futebol. 


Agora, é dar tempo a Ariel Holan. Esperar a volta dos titulares contundidos e aguardar pela evolução desta equipe durante a temporada. Porém, uma coisa é certa: a base do Santos continua a dar frutos e essa árvore parece longe de secar.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
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