[[legacy_image_263088]] Houve incontáveis anormalidades no Governo Federal passado. De jeito nenhum, elas podem ser creditadas ao uso de remédios pelos líderes de então. Pelo menos uma dessas anomalias pode ser corrigida pela Administração atual. São muitas as empresas públicas com pessoal qualificado. Uma delas é a Autoridade Portuária de Santos (APS), que acaba de voltar a ter nome em português e é responsável por tomar conta de tudo que se refere ao Porto de Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A entrevista que o presidente da APS, Anderson Pomini, concedeu na terça-feira para falar na quase centenária ideia do túnel entre Santos e Guarujá é um sinal nessa direção. Palavras dele: “O projeto que foi desenvolvido por esta casa, pelas gestões anteriores, não contou com a participação do nosso quadro de engenheiros, uma falha grave que não pode ser cometida por essa comissão”, em alusão ao grupo de dirigentes da APS e das prefeituras dessas cidades que reavaliará o projeto. O quadro de pessoal da Autoridade Portuária tem 16 engenheiros, incluídos os que ocupam cargos de gerência. A folha de pagamento da empresa no mês de março, disponível para consulta no site da companhia, indica que, juntos, esses profissionais receberam R\$ 386,6 mil brutos, com salários que vão de R\$ 10.837,14 a R\$ 42.761,17 mensais. Também há um arquiteto, que recebeu R\$ 17.071,56 sem se considerarem os descontos. Não faz sentido que uma empresa pública com trabalhadores formados e que despende, apenas com esses 17 empregados, R\$ 4,8 milhões anuais com vencimentos (sem contar férias, despesas previdenciárias e eventuais acréscimos) terceirize responsabilidades. Sobretudo porque nem sempre isso dá certo. Basta ver a passarela para pedestres e ciclistas que usam as barcas entre Santos e Vicente de Carvalho. Dois guardas de trânsito e duas faixas de pedestres bastariam. Dando tarefas ao pessoal próprio, as estatais brasileiras serão úteis à sociedade, enterrando o enganoso discurso da privatização e garantindo mais economia e menos riscos de saída de dinheiro do contribuinte pelo ladrão — e com ladrões. Cara a caraO prefeito de Mongaguá, Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos), parece feliz: voltou a encontrar seus colegas pessoalmente, ainda que nem todos, no Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), do qual está presidente por um ano. É bom que as pessoas se vejam ao vivo, mas não só pelo suposto calor humano que esse contato representa. Encontros assim são positivos para aqueles que buscam agir com franqueza, sem esconder incômodos por situações que retardam o progresso da região. O grande entrave é o governismo exacerbado que tem marcado os quase 27 anos de região metropolitana. Quase todos os prefeitos fizeram o possível para estar bem com os governadores. Foram maiores os efeitos eleitorais do que para a população. Considerando que a eleição já é no ano que vem e a eleição de Cabeça ao Condesb foi sugestão do Estado, roga-se que os prefeitos redobrem sua disposição para possíveis e saudáveis confrontos.