[[legacy_image_90361]] O mundo tem se transformado muito nas últimas décadas, colocando pressão e cobrando das pessoas uma velocidade insuportável para decisões. Tudo “precisa” ser muito rápido. Aquilo que você lê, assiste, compartilha, escolhe. Todos, o tempo todo, colocam em discussão valores e escolhas, aumentando vertiginosamente os níveis de stress, gerando conflitos - familiares, profissionais e de cotidiano. Agora, Some a tudo isso, as incertezas causadas pela pandemia nos últimos meses. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Essa fórmula que junta pressão, intolerância e dúvidas traz à tona uma triste realidade: os casos cada vez mais frequentes de suicido de jovens, adultos e, acredite, crianças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, 800 mil pessoas tiram a própria vida no mundo. Só no Brasil, 12 mil. Nosso país é campeão mundial em casos de transtorno de ansiedade, além de ocupar o segundo lugar em transtornos depressivos. Ambas as doenças – ansiedade e depressão – estão ligadas ao suicídio. Talvez a única coisa positiva no relatório da OMS é a afirmação de que os suicídios são preveníveis, desde que sejam adotadas estratégias efetivas nos programas voltados à educação e à saúde, principalmente nas regiões cuja população jovem compõe o grupo de risco. Vale destacar que ninguém decide se suicidar de uma hora para outra. Ficar atento aos sinais suspeitos dessa prática pode recuperar a saúde mental e salvar vidas. Por isso, um dos aspectos mais favoráveis ao controle do suicídio é observar as mudanças de comportamento do jovem e oferecer ajuda o mais rápido possível. Não podemos aceitar que algo tão doloroso passe despercebido e se existe uma forma de prevenir, é fundamental que façamos um esforço cada vez maior para evitar essas tragédias.