Incertezas no setor de cruzeiros

Anvisa disse que não é possível afirmar se os terminais marítimos estarão autorizados a receber navios e turistas

Por: Paulo Corrêa Jr  -  16/09/21  -  06:44
  Anvisa se manifesta contra início da temporada de cruzeiros, previsto para novembro na Baixada Santista
Anvisa se manifesta contra início da temporada de cruzeiros, previsto para novembro na Baixada Santista   Foto: Matheus Tagé/AT

Esta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa divulgou um parecer dizendo que ainda não é possível afirmar se os terminais marítimos estarão autorizados a receber navios e turistas neste ano. E pior: disse que sequer é possível prever se haverá uma nova avaliação sobre o assunto.


Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!


Recentemente, o Concais – maior terminal de passageiros do Brasil e responsável por 60% da movimentação no País - já havia previsto a volta de suas operações para o dia 5 de novembro, com expectativa de receber seis navios no cais de Santos para viagens pela costa brasileira, atendendo a cerca de 237 mil passageiros.


Em seu parecer, a Anvisa se posiciona colocando como base para sua decisão a proteção à saúde da população, mantendo a suspensão do serviço.


Tal ocorrência traz muita apreensão ao setor que, diferente de outros, não tem outra forma de movimentação ou prestação de serviços. Desde o início da pandemia, coube aos empresários e agentes do setor, arcar com as despesas e blindar o que foi possível em relação a empregos.


O ministério do Turismo irá tentar nas próximas semanas apresentar defesa mostrando que todos os protocolos estão sendo seguidos e uma força tarefa rígida será montada para garantir os cuidados de higiene exigidos. A ideia é mostrar também, o quanto o setor é vital para a retomada de nossa economia, já que existe uma previsão de que a temporada deste ano movimente R$ 2,5 bilhões na economia nacional.


Não podemos fechar os olhos. Se existe os cuidados, caberá uma nova avaliação.


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
Logo A Tribuna