Em defesa dos frentistas

Ao todo, estima-se que tenhamos empregados nessa função hoje no Brasil, cerca de 500 mil profissionais

Por: Paulo Corrêa Jr  -  21/10/21  -  06:15
 Em defesa dos frentistas
Em defesa dos frentistas   Foto: Matheus Tagé/AT

Existe hoje uma corrente Câmara Federal que defende a extinção da função de frentista nos postos de gasolina. Segundo alguns deputados federais, se atuássemos como nos Estados Unidos, por exemplo, onde o próprio motorista abastece o carro, teríamos um custo menor no preço final da gasolina, por conta da economia dos salários e encargos dessa categoria.


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Ao todo, estima-se que tenhamos empregados nessa função hoje no Brasil, cerca de 500 mil profissionais. Não bastasse uma taxa de desemprego que beira os 15% no país, ainda temos que discutir ideias que trariam um aumento significativo nesse índice e em nada aliviam os problemas. Se fizermos uma conta de que cada profissional tem sob sua responsabilidade uma esposa e pelo menos um filho, chegamos a um número de 1,5 milhão de pessoas impactadas com essa ideia absurda.


Vale lembrar que em casos de ações semelhantes a essa – como a extinção dos cobradores de ônibus, por exemplo – o usuário não foi beneficiado com redução do custo final do produto. Sejamos sensatos. O preço dos combustíveis tem seu custo alto por motivos muito mais significativos do que esse. Impostos, sobrepeso, intermediação... Mas, na cabeça de alguns deputados federais, é interessante atacar o lado mais fraco, de forma irresponsável e desumana.


Precisamos de ideias para movimentar o mercado, aquecer a economia e gerar empregos. Precisamos de pessoas que pensem no Brasil, mas acima de tudo, nos brasileiros. É hora de colocarmos o senso cívico e de responsabilidade em busca de soluções que melhorem a vida de todos, indistintamente. Se existe algo que não precisamos é de mais gente desempregada.


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