[[legacy_image_127211]] Diante do surgimento de milhares de novos casos de contaminação pelo Covid na Europa e previsões pouco otimistas feitas pela OMS (organização Mundial da Saúde) em relação ao número de futuros óbitos, seria de bom senso que começássemos a rever nossos planos para as festas de final de ano. Em paralelo, as administrações públicas deveriam declarar imediatamente um plano de ação que incluísse, não só a proibição de queima de fogos no Réveillon, mas também qualquer evento que produza aglomeração, como é o caso do Carnaval. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ao contrário disso – o que tem me espantado muito -, muitas cidades de nossa região decidiram ignorar as recomendações internacionais e têm anunciado de forma irresponsável festas, shows e eventos, como forma de atender as demandas turísticas para essa próxima temporada. É fato confirmado que mesmo os vacinados podem contrair a doença. A vacina protege, diminuindo muito o agravamento do estado de saúde e internação, além de praticamente zerar o risco de morte. Mas com o passar do tempo, a imunidade reduz, gerando a possibilidade de nova pandemia. Temos, aqui no Brasil, um outro dado a ser considerado: três em cada dez pessoas (30%) não foram imunizadas sequer com a primeira dose. Pesquisas de opinião mostram que 90% dos brasileiros desejam se vacinar. O que precisamos para entender que o problema não terminou? Que o uso da máscara e as medidas de distanciamento ainda são importantes e que não é hora de promovermos qualquer que seja o evento em que haja aglomeração de pessoas? Fica o alerta para as autoridades para que sejam honestas na ações contra a pandemia, como não foram não ano passado. O resultado, todos nós conhecemos.