A quarta onda, as festas e o Carnaval

Seria de bom senso que começássemos a rever nossos planos para as festas de final de ano

Por: Paulo Corrêa Jr  -  25/11/21  -  06:56
  Foto: Adobe Stock

Diante do surgimento de milhares de novos casos de contaminação pelo Covid na Europa e previsões pouco otimistas feitas pela OMS (organização Mundial da Saúde) em relação ao número de futuros óbitos, seria de bom senso que começássemos a rever nossos planos para as festas de final de ano. Em paralelo, as administrações públicas deveriam declarar imediatamente um plano de ação que incluísse, não só a proibição de queima de fogos no Réveillon, mas também qualquer evento que produza aglomeração, como é o caso do Carnaval.


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Ao contrário disso – o que tem me espantado muito -, muitas cidades de nossa região decidiram ignorar as recomendações internacionais e têm anunciado de forma irresponsável festas, shows e eventos, como forma de atender as demandas turísticas para essa próxima temporada.


É fato confirmado que mesmo os vacinados podem contrair a doença. A vacina protege, diminuindo muito o agravamento do estado de saúde e internação, além de praticamente zerar o risco de morte. Mas com o passar do tempo, a imunidade reduz, gerando a possibilidade de nova pandemia. Temos, aqui no Brasil, um outro dado a ser considerado: três em cada dez pessoas (30%) não foram imunizadas sequer com a primeira dose. Pesquisas de opinião mostram que 90% dos brasileiros desejam se vacinar.


O que precisamos para entender que o problema não terminou? Que o uso da máscara e as medidas de distanciamento ainda são importantes e que não é hora de promovermos qualquer que seja o evento em que haja aglomeração de pessoas?


Fica o alerta para as autoridades para que sejam honestas na ações contra a pandemia, como não foram não ano passado. O resultado, todos nós conhecemos.


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