(Reprodução) Sou um incentivador de tecnologia e acredito firmemente que iremos nos beneficiar com tudo que vem ocorrendo dentro desse universo. Claro que a inovação é algo muito importante, caso contrário não teríamos inventado a roda. Por sinal, uma das maiores inovações e invenções da humanidade. Ocorre que, ao longo de décadas, narrativas fora de contexto e protecionistas ao negócio que não se desenvolve tentam proteger aquilo que está fadado ao fim. Na vida existem ciclos. Nós, seres humanos, nascemos, crescemos, amadurecemos, envelhecemos e morremos. Um ciclo natural também observado por muitos está dentro dos negócios, onde empresas e negócios vivem antenados ao futuro para compreender o que virá e como se comportar. De outro lado, existem aquelas empresas que não enxergam o desenvolvimento e as mudanças de mercado e, ao invés de gerenciarem suas atividades para navegar no caminho correto, constroem narrativas de que o futuro não irá chegar e que tudo que está próximo de ser inventado está distante da nossa verdade. Essas empresas, assim como tantas, estão fadadas ao fracasso e ao término do ciclo de suas vidas. Assim ocorre com a mão de obra e o trabalho braçal. Dentro do setor portuário percebemos a cada ano que trabalhos repetitivos estão sendo substituídos e que o conhecimento e o intelecto são cada vez mais necessários para atender demandas de automação e implantação de tecnologias. A administração e o gerenciamento de dados são um mercado em franca expansão em diversos setores, porém embrionário no setor portuário. Várias empresas privadas fizeram investimentos em suas operações e convivem com inúmeros problemas de integração. Outro grave problema é a criação de dashboards que possam prover informações coesas para a tomada de decisão. A velocidade com que os negócios têm dados fidedignos e disponíveis pode fazer muita diferença ao traçar a rota e até mesmo definir a sobrevivência ou não. Ocorre que ainda estamos aprisionados em uma narrativa ineficiente e que tenta acabar com a imagem do desenvolvimento. Muitas vezes pela proteção social; outras, pela proteção da ineficiência. Contudo, quando olhamos para o lado social, sabemos que existem pessoas que querem crescer e se aprimorar e que tanto o Estado quanto o privado devem dar oportunidades aos que mereçam. Mas o que fazer com aqueles que não querem aprender e se desenvolver? Olhando para o lado dos negócios, podemos enxergar modelos que protegem o sistema arcaico e burocrático pelo enriquecimento por meio da ineficiência. Como lidar com esse mecanismo que proíbe o investimento com o olhar no crescimento coletivo e não individual? Ainda podemos aceitar lideranças com narrativas que não sejam aderentes a tecnologias com inteligência artificial (IA)? Lideranças frustradas e que se perpetuam por décadas defendendo a solução de algo que não se resolve? Lentos, complicados e de difícil acesso. Com tudo que vem acontecendo, fico me questionando em que momento a Microsoft entrará em greve por aposentar o PowerPoint, por exemplo. As perguntas que surgirão serão: e os desenvolvedores do PowerPoint? E os vendedores do PowerPoint? E as pessoas que colocam o CD na caixa do PowerPoint? É evidente que o PowerPoint se tornou uma ferramenta onipresente no mundo corporativo, mas, hoje, com templates desatualizados e pouco inspiradores, há problemas de compatibilidade e uma tendência de travar nos momentos mais críticos. Até recentemente, havia pouquíssimas alternativas para escapar da “ditadura/exclusividade do PowerPoint”. Isso mudou. Graças às ferramentas movidas por IA, agora é mais rápido, inteligente e acessível para todos, mesmo para quem não tem habilidades de design. Será que a Microsoft irá criar uma narrativa de que a IA não funciona? Ou ela irá influenciar as pessoas, por meio do seu poder de fogo, para que leis sejam criadas para proteger o emprego de quem coloca o CD na caixa de papelão? Claro que investirá em capacitação e dará oportunidade para quem quer continuar aprendendo e se desenvolvendo, criando novos produtos e negócios. Nesse ciclo natural, infelizmente alguns ficam pelo caminho, enquanto outros percebem as mudanças e fazem a diferença. Os portos e suas operações mudaram. O que ainda não mudou foi a maneira de poucos pensarem como continuar avançando fazendo o mesmo que se faz a tanto tempo. Uma equação que não se sustenta e que assim como na natureza fará com que os mais sábios e flexíveis sobrevivam. Não haverá greve na Microsoft! Haverá um futuro prospero e cheio de oportunidades. Pelos nossos portos, a narrativa fracassada não tem mais aderência e iremos caminhar para frente! Deixaremos um legado incrível para as próximas gerações.