(Vanessa Rodrigues/ AT) O ano de 2026 promete fortes emoções, e não apenas por causa da Copa do Mundo. Embora o torneio mobilize paixões e atenções em todo o país, há outro evento de maior relevância para o nosso futuro: as eleições que definirão os representantes responsáveis pelos próximos quatro anos de decisões políticas, econômicas e sociais. Este, sem dúvida, deve ser o foco central de todos nós. É verdade que o desempenho recente da seleção brasileira não desperta grande entusiasmo, mas sabemos que, quando a bola rola, o País para. O brasileiro acompanha escalações, estatísticas, rivais, debates esportivos e tudo mais que envolva a competição. A pergunta que deixo é simples: seremos capazes de demonstrar o mesmo engajamento no processo eleitoral? Vamos buscar informações sobre os candidatos com o mesmo interesse com que analisamos nossos jogadores? Vamos acompanhar debates e propostas com a mesma atenção dedicada às partidas da seleção? O clima de Copa traz energia positiva para as ruas, para as pessoas e até para a economia. Mas também seria positivo, e muito, direcionarmos essa mobilização para o acompanhamento das decisões políticas que moldam o presente e o futuro do País. Muitos ainda rejeitam o tema, alegando cansaço ou descrença, repetindo o discurso de que “todos os políticos são iguais”. Esse pensamento, porém, enfraquece a democracia, um patrimônio construído com sacrifício, desejado por tantos povos e fundamental para garantir a soberania popular. Assim como no futebol, as eleições exigem preparação. Estará em jogo muito mais que um campeonato: políticas públicas, desenvolvimento econômico, investimentos, relações internacionais, preservação ambiental e todas as dimensões que definem o destino de uma nação. Consciente do papel que exerce na sociedade e da importância do período eleitoral, a Associação Comercial de Santos (ACS), como instituição centenária e atuante na vida econômica e social da Baixada Santista, intensificará sua participação nesse processo. Realizaremos debates, encontros e sabatinas com candidatos, contribuindo com ideias e propostas que possam orientar planos de governo alinhados ao desenvolvimento regional. Retomaremos também a campanha pelo voto consciente. Somos aproximadamente 1,5 milhão de eleitores na Baixada Santista, um contingente capaz de fortalecer as bancadas federal e estadual da região e, ainda, ampliá-la. Ter mais representantes significa ter mais voz, mais projetos, mais emendas, mais investimentos. É condição essencial para transformar potenciais em conquistas reais. Precisamos compreender que votos direcionados a candidatos sem compromisso com a região equivalem a desperdiçar oportunidades. Depois, não adianta lamentar a ausência de recursos e atenção governamental. Para a Copa do Mundo, resta-nos torcer. Afinal, não escolhemos técnicos nem jogadores. Mas, nas eleições, somos protagonistas. E é por isso que o convite que faço, desde já, é claro: preparemo-nos para fazer escolhas conscientes, responsáveis e alinhadas aos interesses da Baixada Santista e do Brasil. Que sejamos menos movidos por paixões momentâneas e mais guiados por análise, seriedade e visão de futuro. O Brasil merece esse “título” muito mais do que o tão sonhado hexa. Mobilize-se. Contribua em seus círculos profissional e pessoal, em seu clube, em sua associação. A Baixada Santista é forte, possui grupos influentes, e é esse capital cívico que precisa estar unido para impulsionar o desenvolvimento da região. Juntos, somos mais fortes.