(Alexsander Ferraz/AT) A vida é feita de ciclos. Lembrando Lulu Santos e Nelson Motta na canção Como Uma Onda, “tudo muda o tempo todo no mundo”. Dinâmicas, nossas cidades também passam por essa transformação contínua. Caminhando para completar 480 anos em janeiro de 2026, Santos está se preparando para uma nova fase, desenhando uma realidade que será vivida por nossos filhos e netos. Com sorte, também por nós mesmos. Em mais de quatro séculos, quantas Santos tivemos? A ilha que seria desbravada pelos portugueses, o tímido povoado formado na região do Centro, a Vila do Porto de Santos, a cidade colonial, a construída com os recursos do café, a moderna e a atual. Com os projetos anunciados pelo Poder Público e pela iniciativa privada e as atualizações na legislação de uso e ocupação de solo, podemos ter hoje uma ideia do que será a Santos dos próximos 20 ou 30 anos. O Porto de Santos terá maior capacidade e mais importância do que já tem para a região e para o País; o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o túnel Santos-Guarujá integrarão mais as cidades e garantirão mais mobilidade urbana para os moradores; o Terminal de Passageiros no Valongo será uma alavanca para o desenvolvimento da economia do turismo; uma nova pista da Imigrantes atenderá o Porto e as cidades; uma nova arena na Vila Belmiro; um novo shopping no Jabaquara; no Centro Histórico, haverá moradias e mais comércios e escritórios. Para que essa cidade que estamos construindo hoje seja sustentável, equilibrada e acolhedora para todos, esses projetos precisam contemplar todos os tipos de cidadãos, já que somos iguais em nossas diferenças. Falo de acessibilidade no conceito mais amplo que a palavra pode ter. Agora é o momento de ouvir a sociedade, que tem forte representação nos conselhos municipais, associações e órgãos representativos para entender como deve ser essa Santos do futuro, qual aspecto queremos deixar no passado e quais serão as bases para as próximas gerações de santistas. Olhar para o passado vai nos ajudar a evitar erros já cometidos. Observar e aprender com outras cidades no mundo dará um norte para novas soluções e caminhos. E o mais interessante é que as transformações e inovações podem e devem acomodar, adaptar e dar novo uso às estruturas que temos hoje, valorizando nossos patrimônios natural, material e imaterial. Neste caminho para o futuro, precisam estar presentes inovação e tecnologia para embasar respostas a serem ainda pensadas e planejadas. Tudo será construído a muitas mãos e mentes, além de partidos e gestões, da união para enfrentar os desafios já conhecidos e os que estão por conta do certeiro “o futuro a Deus pertence”. A Associação Comercial de Santos (ACS) vem acompanhando e participando de grandes mudanças ocorridas na Cidade e na região ao longo dos últimos 154 anos. É preciso dizer que muitas delas passaram pela instituição e por seus integrantes. E hoje seguimos apoiando e protagonizando as discussões, os projetos e as ações ligadas ao desenvolvimento social, econômico e sustentável desta nossa Santos e da Baixada Santista como um todo. Da nossa parte, queremos dizer que estamos trabalhando para tornar Santos tudo o que ela merece, pode e deve ser hoje e no futuro.