Foto ilustrativa (Freepik) A indústria global de cruzeiros vem ocupando um papel de destaque no avanço da equidade de gênero no setor marítimo. Cada vez mais mulheres estão em posições estratégicas, seja a bordo dos navios ou nos bastidores da operação, contribuindo para a atividade que movimenta economias e conecta pessoas ao redor do mundo. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! No último dia 18 de maio, foi celebrado o Dia Internacional das Mulheres no Mar, uma data instituída pela Organização Marítima Internacional (IMO) — órgão das Nações Unidas responsável por promover a segurança, a eficiência e a sustentabilidade no transporte marítimo internacional. A proposta da data é dar visibilidade às mulheres que atuam em diferentes frentes da indústria marítima e incentivar políticas que promovam sua inclusão, formação e desenvolvimento profissional. A indústria de cruzeiros, representada pela Cruise Lines International Association (Clia), tem respondido com ações concretas a esse chamado. Os dados mais recentes refletem essa realidade: 57% das mulheres que atuam no setor marítimo global, em terra e no mar, estão empregadas na indústria de cruzeiros, e 94% das mulheres marítimas embarcadas no mundo trabalham em navios de cruzeiro. Mais do que presença, há avanço em posições de liderança: 40% dos cargos de liderança sênior nas companhias de cruzeiros já são ocupados por mulheres. Essa representatividade é resultado direto de iniciativas que têm promovido ambientes mais diversos, com oportunidades reais de ascensão profissional. O tema da campanha da IMO em 2025 — Um Oceano de Oportunidades para as Mulheres — resume bem o compromisso do setor. De forma consistente, as companhias de cruzeiros têm ampliado seus programas de recrutamento e retenção, investido em formação e criado caminhos para que mais mulheres acessem cargos de gestão e comando, tanto a bordo quanto em terra. Mas o impacto vai além dos empregos diretos. A cada temporada, os cruzeiros geram milhares de postos de trabalho indiretos e induzidos nas cidades por onde passam. São profissionais que atuam com turismo receptivo, gastronomia, hotelaria, transporte, abastecimento, cultura e diversas outras áreas conectadas à operação dos navios. Como boa parte dessas funções é ocupada por mulheres, o efeito multiplicador da atividade para a empregabilidade feminina é maior — ainda que não esteja registrado em números específicos. Santos, cidade que abriga o maior Porto da América Latina em movimentação de cruzeiristas, reflete esse alcance. Cada atracação representa uma injeção econômica significativa para a região, gerando oportunidades que beneficiam diretamente a comunidade local — incluindo um grande contingente de trabalhadoras. A indústria de cruzeiros reforça seu compromisso em promover um setor cada vez mais inclusivo, onde o protagonismo feminino continue crescendo. A equidade de gênero é uma ação estratégica para o desenvolvimento sustentável do turismo marítimo. Ao reconhecer as contribuições das mulheres e garantir que elas tenham espaço para crescer, liderar e transformar, a indústria de cruzeiros ajuda a construir um futuro mais equilibrado, diverso e promissor — no mar, nos rios e em terra firme.