Foto ilustrativa (Vanessa Rodrigues/AT) O turismo de cruzeiros vive um momento de forte expansão no mundo. Segundo o novo relatório State of the Cruise Industry, lançado pela Cruise Lines International Association (Clia), a expectativa é que 37,7 milhões de pessoas viajem de navio em 2025. Esse número expressivo reflete o avanço contínuo da indústria, que se reinventa com inovação, sustentabilidade, geração de empregos e uma oferta cada vez mais plural, acessível e conectada com todos os perfis de viajantes. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Um dos destaques do estudo é o aumento da intenção de viagem entre os Millennials (nascidos entre 1981 e 1996) e a Geração X (1965–1980) — públicos que hoje impulsionam o setor em todo o mundo. Esses viajantes valorizam experiências personalizadas, imersivas e alinhadas aos seus interesses e estilos de vida. Por isso, os cruzeiros têm conquistado espaço por meio de roteiros culturais, viagens temáticas, expedições e embarques multigeracionais, nos quais diferentes faixas etárias viajam juntas e compartilham memórias a bordo. O segmento de cruzeiros de luxo também ganha destaque, com embarcações menores, serviços sob medida e itinerários exclusivos voltados a um público exigente, que busca conforto, autenticidade e sofisticação em alto-mar. Não por acaso, 82% dos viajantes que já fizeram um cruzeiro pretendem repetir a experiência, enquanto 68% das pessoas que nunca embarcaram consideram fazer sua primeira viagem nos próximos anos. A combinação entre conforto, segurança, variedade de atividades e excelente custo-benefício transforma os cruzeiros em uma das formas mais completas de conhecer o mundo. Outro ponto cada vez mais evidenciado é a sustentabilidade, um dos pilares da indústria de cruzeiros. A meta global é alcançar a neutralidade de carbono até 2050, e, para isso, o setor tem investido de forma consistente em soluções para reduzir impactos ambientais, como o uso de biocombustíveis, fontes alternativas de energia e tecnologias que permitem a conexão dos navios à eletricidade nos portos, diminuindo significativamente as emissões durante as escalas. Esses avanços se somam a compromissos mais amplos com a economia circular, reciclagem, gestão de resíduos e apoio às comunidades locais. E os impactos vão além do mar. Em 2023, os cruzeiros movimentaram US\$ 168 bilhões na economia global, sustentando 1,6 milhão de empregos. Além disso, cerca de 70% dos passageiros se hospedam antes ou depois da viagem, o que favorece restaurantes, comércios, hotéis e profissionais do turismo em diversos destinos. No Brasil, Santos se destaca como o principal hub do setor, respondendo por aproximadamente 60% dos embarques nacionais e abrigando o maior porto da América Latina. A cidade tem papel estratégico não só na logística da temporada brasileira, mas também como elo entre os viajantes e as experiências em terra. Sua relevância mostra como a operação de cruzeiros já traz benefícios concretos para os destinos e reforça o potencial de ampliar esses impactos positivos com ações coordenadas e sustentáveis. Apesar dos avanços, o Brasil ainda tem muito espaço para evoluir. Atualmente, apenas cerca de 0,3% da população brasileira realiza viagens de cruzeiro, enquanto mercados mais maduros, como Estados Unidos e Austrália, apresentam índices de 3% e 6%, respectivamente. Essa diferença evidencia o imenso potencial de crescimento do setor no país. Com mais investimentos, planejamento de longo prazo e melhorias em áreas como infraestrutura portuária, regulação, segurança jurídica, trabalhista e tributária, o Brasil pode avançar de forma significativa e consolidar sua presença no turismo marítimo internacional. A Clia no Brasil continuará atuando de forma integrada com companhias, destinos e autoridades para fortalecer a promoção dos portos nacionais e ampliar o protagonismo do país no turismo marítimo. O presente e o futuro das viagens também estão no mar.