(Imagem Ilustrativa/ Pixabay) Participar de eventos internacionais é essencial para países que desejam expandir a presença na indústria de cruzeiros, aprender com os líderes do setor, estabelecer conexões estratégicas e alinhar-se às tendências globais. A presença brasileira no Seatrade Cruise Global 2025, realizado em Miami (EUA), teve esse foco: reforçar o posicionamento do País e da América do Sul no cenário internacional, identificar oportunidades e debater soluções para fortalecer o setor. Principal encontro mundial da indústria de cruzeiros, o Seatrade Cruise Global reúne, todos os anos, armadoras, autoridades portuárias, destinos turísticos, fornecedores e especialistas de vários países. Um espaço privilegiado para a troca de experiências, apresentação de inovações e construção de parcerias que ajudam a moldar o futuro do setor. A Associação Internacional de Cruzeiros (Clia) participa ativamente do evento, com estande próprio, palestras, painéis e uma intensa agenda de articulações e encontros. A indústria global de cruzeiros vive um momento de expansão. As associadas da Clia embarcaram 34,638 milhões de passageiros em 2024, representando um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Esse avanço é impulsionado principalmente pela entrada de novos navios em operação, que ampliam a oferta de leitos, destinos e itinerários, além de incorporar tecnologias, soluções sustentáveis e experiências mais atrativas. Na América do Sul, a movimentação superou 1 milhão de cruzeiristas, e o Brasil responde por boa parte desse volume. Mas a participação brasileira no mercado global ainda é proporcionalmente pequena frente ao seu potencial. Há espaço para crescer, desde que os desafios sejam superados com trabalho conjunto e parcerias. Entre os principais desafios enfrentados pelo setor estão os altos custos operacionais, a necessidade de avanços na infraestrutura portuária, a instabilidade regulatória e questões trabalhistas e judiciais que ampliam a insegurança jurídica. Superar esses gargalos requer ações coordenadas entre os setores público e privado, com planejamento estratégico e participação ativa em fóruns internacionais como o Seatrade Global. Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil contou com estande próprio no evento. Dezenas de executivos brasileiros estiveram presentes, acompanhando painéis, visitando estandes, observando boas práticas e firmando parcerias. Essa vivência com o que há de mais atual no setor gera impacto imediato na forma como o mercado brasileiro pode evoluir nos próximos anos. A Clia Brasil teve participação ativa nas articulações. Promoveu encontros estratégicos com armadoras, fortaleceu relações com companhias que já operam no País e abriu diálogo com novos players. Também liderou uma visita técnica ao novo terminal da MSC Cruzeiros em Miami, com representantes do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, fortalecendo a troca de experiências e a integração regional. A competitividade do Brasil como destino de cruzeiros está ligada à diversidade de oferta turística, à receptividade nos portos, à excelência dos serviços e à eficiência operacional. A cidade de Santos, que tem o maior porto de embarque da América Latina, foi representada no evento pelo prefeito Rogério Santos (Republicanos) e pelo secretário municipal de Turismo, Thiago Papa. A Clia segue atuando para apoiar a promoção dos destinos, fomentar a conectividade entre os elos da cadeia e contribuir para a construção de um ambiente de negócios mais favorável. O futuro do setor no País depende da capacidade de cada agente, público ou privado, de fazer sua parte, se mantendo conectado às transformações do mercado. A participação brasileira no Seatrade Cruise Global deixa um recado claro: o Brasil quer e pode mais. Mas para isso, é preciso planejamento, união e ação contínua. Há muito a ser feito — e a Clia Brasil está comprometida com esse caminho.