[[legacy_image_300918]] A vitória neste domingo (1º) contra o Vasco da Gama, na Vila Belmiro, é a única opção para o Santos pelo Campeonato Brasileiro. A rodada é ideal para o time confirmar a reação iniciada há quase duas semanas em Salvador, quando surpreendentemente derrotou o Bahia, de virada, por 2 a 1. O quadro atual, que obviamente pode ser alterado, indica que Coritiba, América-MG, Santos, Bahia, Goiás e Vasco são os maiores candidatos à Serie B em 2024. São Paulo, Corinthians, Cuiabá, Cruzeiro e Internacional também estão sob ameaça, mas numa condição mais suave. Nada, porém, que permita qualquer comemoração. A rodada desse final de semana pode até tirar o Santos da zona do rebaixamento. Coritiba e América-MG também atuam nesse final de semana, em clássicos regionais, contudo não interferem na situação do Santos, ao menos por enquanto. O jogo do Peixe é muito perigoso, principalmente pelo bom momento que vive o Vasco. Junte-se a isso o fato de ser um clube carioca, a história recente demonstra que essa condição pode ser decisiva. Não foi por mera cordialidade que o gerente de futebol do Santos, Alexandre Gallo, visitou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Sem dúvida, uma iniciativa acertada nesse momento da competição, em que é importante o “estado de alerta”, pelo menos para evitar surpresas desagradáveis. Na comitiva santista, um aliado importante e histórico: Clodoaldo Tavares Santana, ídolo do Santos e do Brasil, muito respeitado na CBF. O ex-jogador transita com facilidade entre dirigentes e outros setores que têm influência direta no futebol brasileiro. Clodoaldo vem trabalhando muito para ajudar o Santos nessa triste fase de sua história. Sua maior dificuldade tem sido a visão tacanha do presidente Andres Rueda, cuja gestão a cada dia se mostra mais desastrosa. Até mesmo na gestão financeira, área que o dirigente alardeia grande sucesso, a realidade começa a aflorar, conforme informações obtidas após a última reunião do Conselho Deliberativo. Segundo consta, os resultados dos trimestres são negativos. A última reunião do Conselho Deliberativo, aliás, registrou mais um episódio lamentável, dessa vez envolvendo uma proposta de permuta da área conhecida como Meninos da Vila, na entrada da Cidade, por terrenos em outras cidades da Região Metropolitana. Segundo informações, a proposta só foi encaminhada na véspera da reunião e apenas para a Mesa do Conselho, surpreendendo a todos. Um deles, bem próximo ao presidente e se dirigindo diretamente, fez críticas contundentes e até sugeriu sua renúncia. Felizmente, o assunto não foi apreciado pelo plenário, também por falta de informações técnicas como avaliações de áreas e até perícias. O ideal, sem dúvida, é que o tema, por sua complexidade, seja melhor avaliado pela próxima diretoria, a ser eleita em dezembro. Nos bastidores, se o Santos se mantiver na Série A, o pleito parece definido para uma mudança radical de gestão, principalmente no Departamento de Futebol. A semana ainda mostrou a assinatura de um compromisso com a WTorre para a construção de uma arena multiuso no lugar da Vila Belmiro. Na prática, foi firmado um Memorando de Entendimento (MoU) para captação de recursos, de modo a viabilizar a obra, hoje orçada em cerca de R\$ 300 milhões. O compromisso com a empresa foi assinado cerca de um mês após a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, ter alertado o Santos sobre os riscos de parceria com a empresa. A advertência da dirigente, inegavelmente, não deve ser considerada como um fator decisivo, porém, também seria ideal que tal assunto aguardasse uma avaliação da próxima diretoria e Conselho Deliberativo. A construção de um novo estádio é fundamental para mudar o perfil do Santos. A Vila Belmiro, apesar de sua história, é uma estrutura superada e obsoleta. No Brasil e pelo mundo, muitos são os clubes que estão investindo nessa área, com grandes retornos financeiros. A prioridade, contudo, tem que ser salvar o Santos do vexame de cair para a Série B. O roteiro para a vitória neste domingo contra o Vasco está pronto, a partir do resultado em Salvador e de uma sintonia fina com a torcida. Já a derrota pode ser fatal.