(Reprodução/ X) A largada foi neste sábado (10), principalmente em São Paulo, com o início do Paulistão 2026. Daqui a pouco começará simultaneamente o Campeonato Brasileiro e logo mais a Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana. E tem mais: em junho/julho haverá a Copa do Mundo, nos Estados Unidos, Canadá e México. Assim, inegavelmente, a temporada de 2026 será muito mais difícil do que a que terminou recentemente. Sem dúvida, o ano passado foi emocionante e extremamente tenso, em todas as competições, com destaque para o Brasileirão, que chegou à última rodada com muitos clubes ameaçados de rebaixamento. Nenhuma delas será fácil, pelo contrário, serão muitas as dificuldades, independentemente do modelo. É óbvio que as de caráter eliminatório, como Copa do Brasil e as sul-americanas serão o maior desafio, porém, nem mesmo nos torneios regionais será possível negligenciar. Essa perspectiva e o final da temporada de 2025, incluindo aqui as finais da Libertadores e Copa do Brasil, rigorosamente agitaram o chamado ‘mercado da bola’ no final de dezembro e agora com a abertura da chamada janela de transferência. A grande maioria dos clubes continua se movimentando muito, com foco no Brasil e no exterior. Com uma agressividade rara. Essa agitação indica claramente que o nível técnico de 2026 será muito maior que a temporada passada. A grande maioria está se reforçando em larga escala, se precavendo e visando também grandes conquistas. Poucas vezes o estilo foi tão forte e mirando concorrentes diretos, como por exemplo o Flamengo investindo para tirar Kaio Jorge do Cruzeiro. Ou a briga entre Fluminense e Botafogo por Savarino. Correndo por fora nessa transação está o Palmeiras, que também sonha com o atleta. O Santos conseguiu um grande reforço, Gabigol, e o Fluminense resolveu atacar o Atlético-MG para conseguir o ‘Incrível Hulk’. Aliás, o clima esquentou ontem, quando torcedores cobraram do atacante a eventual transferência para o Rio de Janeiro. Disse ele: “Só vou dizer uma coisa para vocês: não fui eu quem me colocou no mercado”. Por enquanto, tudo indica que o eterno goleador ficará mais um ano em Belo Horizonte, mas é outro sinal claro de que o mercado está em ‘estado de pura efervescência’. Para comprovar isso, o Cruzeiro anunciou ontem a maior contratação do futebol brasileiro nesse período: o meia Gerson, que estava no Zenit, da Rússia, por 27 milhões de euros, quase R\$ 180 milhões, além de 3 milhões de euros para o clube russo a título de bônus. Esse jogador é recordista em transações nos últimos anos, passando pelo Flamengo, futebol francês, Rússia e agora Minas Gerais. Seu retorno, segundo admitiu na sexta-feira, visa também o sonho de disputar a próxima Copa do Mundo. O Palmeiras, é claro, também está muito vivo no mercado e já garantiu um grande reforço: o volante Marlon Freitas, do Botafogo. Sem contar Bruno Fuchs, comprado do Atlético-MG por 4 milhões de euros, aproximadamente R\$ 26 milhões. E sonha com Tiago Almada, craque argentino que perdeu espaço no Atlético de Madrid, e Jhon Arias, que vive um período turbulento no Wolverhampton, da Inglaterra. O Flamengo, outro poderoso em termos financeiros, mesmo tendo um grande time, além de continuar sonhando com Kaio Jorge, já anunciou Vitão, ex-jogador do Internacional de Porto Alegre. E mais: sonha com Richarlison, que aos poucos recupera seu prestigio na Inglaterra. Outro nome na pauta é Jair, revelado pelo Santos, atualmente no Nottingham Forest, do Reino Unido. Além do aspecto técnico, a montagem das equipes visa também o retorno financeiro. À exceção dos estaduais, todas as competições são muito rentáveis, com premiações por fases e principalmente com as conquistas de títulos. O Corinthians, somente com a Copa do Brasil, somando todas as etapas, ganhou quase R\$ 98 milhões. O Flamengo, apenas com a Libertadores, ganhou aproximadamente US\$ 24 milhões, quase R\$ 128 milhões de reais. Em síntese: investir é um grande negócio e uma questão de sobrevivência.