Foto ilustrativa gerada por IA (Freepik) É quase uma rotina, até semanalmente, abrir um site ou um jornal e se deparar com uma notícia de que um grande jogador, principalmente do passado, se encontra em dificuldades financeiras. Em vários casos, o problema é de má administração de um razoável, ou grande, patrimônio financeiro construído ao longo da carreira. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Via de regra, também se tem notícia de que determinado atleta está com problemas por pura ganância ou investimento em uma área da qual não tem o mínimo conhecimento ou experiência. O resultado é quase sempre o mesmo: grande prejuízo e dificuldades até de sobreviver. Raros são os jogadores que tiveram claro sucesso e hoje vivem confortavelmente, aproveitando o que ganharam. São exceções, e isso se deve à prudência e apoio de profissionais, amigos ou parentes de confiança. O caso mais recente envolve o atacante Cláudio Adão, praticamente formado no Santos e destaque nos quatro principais times do Rio de Janeiro e até na seleção brasileira. O atacante, que teve o privilégio de jogar ao lado de Pelé, tem hoje 70 anos e mora no Rio de Janeiro com a mulher, Paula Barreto, filha do famoso cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto. O ex-atleta foi vítima da advogada Joana Prado de Oliveira, que em sua “folha corrida”, ou “vida pregressa”, já tinha acusações de jogadores e até do técnico Oswaldo de Oliveira de fazer, sem autorização, retiradas do FGTS. Ela responde a pelo menos duas investigações na Polícia Federal do Rio. Assim mesmo, atraído por promessas de maior rentabilidade em um investimento, o ex-jogador aceitou a assessoria de advogada, liberando R\$ 155 mil para aplicações a juros muito acima do que pratica o mercado. O combinado, segundo Adão, era a devolução dos valores com a devida correção, com notificação prévia de seis meses. Por segurança, foi firmado até um contrato, como se isso, na prática, fosse uma solução garantida. Acordo feito, Cláudio Adão liberou R\$ 155 mil, suas últimas economias. E o pior: o ex-atleta sofre hoje do mal de Parkinson, doença que exige tratamento permanente a custos importantes. Na última mensagem à advogada, fez um apelo dramático, mas sem sucesso. “Já caí três vezes, e a questão do dinheiro me faz muito mal e só piora meu quadro. Ela se aproximou de nós através de amigos”. Ao ultimo pedido de devolução, a advogada respondeu que não poderia devolver em razão de sua conta bancária ter sido confiscada, sem maiores explicações. A relação entre as partes vem de 2022 e tudo indica que Cláudio Adão jamais recuperará seu investimento. O ex-jogador, é verdade, faz parte de outra geração. Nos tempos atuais, independentemente da qualidade e nível, a maioria dos atletas tem empresário, advogado, agente, parentes e amigos no estafe. Num primeiro momento, parecem devidamente amparados e tranquilos, mas assim mesmo as histórias se repetem. Ainda recentemente o noticiário estampou o sério problema entre Wiliam Bigode e os colegas Gustavo Scarpa e Mayke, envolvendo milhões de reais. Na essência, na busca de investimento em criptomoedas e maior rentabilidade. O caso está na Justiça até hoje e tudo indica que cada um terá que arcar com seus prejuízos. Por estarem em plena atividade, com certeza, poderão assimilar e continuar vivendo bem, ao contrário de Cláudio Adão. Cafu, ex-capitão da seleção brasileira, é outro grande exemplo. Há pouco, uma mansão de sua propriedade foi a leilão por falta de pagamento de uma dívida bancária. A solução, sem dúvida, passa por cautela, bom senso e sobretudo equilíbrio, sem sonhar com ganho fácil. P.S. Na última sexta-feira, se estivesse vivo, José Ely Miranda faria 93 anos. Na carreira, virou simplesmente Zito, eterno campeão do Santos e da seleção brasileira. Defronte à Vila Belmiro, foi imortalizado com uma grande estátua, se tornando também um local para reverências e homenagens. Muitas são as histórias que o envolvem. Alguns garantem que até Pelé temia suas broncas em campo. Depois, virou um grande dirigente do Santos.