(Reprodução) Nos últimos meses, a Bolsa retomou fôlego, subindo 14% neste ano, superando o CDI (referência da renda fixa) no período. Um dos segmentos da Bolsa, o de small caps, com a economia crescendo razoavelmente, também tem seduzido fundos e pessoas físicas. As small caps são ações de empresas de menor capitalização, valendo geralmente entre R\$ 300 milhões e R\$ 2 bilhões (valor da soma de suas ações na Bolsa), limites que não são rígidos. Mas são Petrobras, Vale e grandes bancos que concentram o capital da Bolsa. Por exemplo, a Petrobras vale R\$ 393 bilhões, enquanto uma small cap, como a C&A, chega a R\$ 5,35 bilhões. Mas há uma diferença entre small caps e grandes companhias. As de menor porte tendem a crescer mais rapidamente, garantindo em alguns casos valorização anual acima de 50%, 100% ou muito mais que isso. Porém, por terem menor capitalização, são pouco líquidas na Bolsa (número menor de compradores e vendedores), o que pode ser um risco na hora que precisar vender às pressas, como numa crise. Por outro lado, essas empresas, por almejarem rápida expansão, necessitam de muito crédito, o que as expõe a uma possível deterioração do balanço, lembrando que Selic elevada coincide com período de vendas magras. Também nas crises, as small caps tendem a cair primeiro na Bolsa – e muitas vezes o tombo é elevado. Por isso, é preciso tomar cuidado, por mais que um analista de ações afirme que uma determinada empresa será a próxima a disparar e que o investidor vai impulsionar seus ganhos. Além de diversificar os investimentos com renda fixa (CDB, Tesouro Direto e fundos, entre outros papéis), a parte em renda variável (Bolsa, câmbio, criptomoedas) também precisa ser balanceada. Na carteira de ações, deve-se mesclar papéis de empresas grandes e estáveis (suas ações são menos voláteis), que em geral pagam dividendos, como bancos, elétricas e seguradoras, com as small caps. Caso não tenha acesso a um assessor por ser pequeno investidor, seja contido nessa área – aprenda a analisar ações (o que não é fácil) e consulte as carteiras recomendadas que muitas corretoras tornam públicas. Small caps são muito arriscadas e uma parte pequena de seu patrimônio deve estar aportada nessa seara. Esta coluna é apenas informativa e não faz recomendação de investimentos. Ouro incontrolável Enfraquecimento do dólar, dívida americana, incertezas com Donald Trump e compras de ouro elevadas feitas pela China têm levado a recordes do metal, que funciona como reserva de proteção. A onça-troy já subiu 29% neste ano. Ações campeãs do ano Educação, turismo e varejo, setores de desempenho ruim na Bolsa nos últimos anos, deram a volta por cima e lideram as altas de 2025. Os destaques são Cogna (167%) , Assaí (102%), Yduqs e (99%) e CVC (84%). A pior é a aérea Azul (-72%). Mais recomendadas Vale e Itaú, com quatro votos cada, são as ações preferidas dos analistas das carteiras compiladas pelo portal ADVFN para investir neste mês. A lista segue com SLC Agrícola, Petrobras e CPFL, com três citações cada.