(Imagem ilustrativa/Unsplash) Ao atingir seu pico de US\$ 118 mil ontem, o bitcoin acumula alta de 103% em um ano e de 27% desde janeiro (em reais, 107% e 14% respectivamente). Apesar da valorização em 2025 não ser nada ruim, ela está aquém do esperado pelos investidores, muito impacientes. Porém, segundo analistas e movimentos do mercado, as perspectivas são favoráveis para a criptomoeda, mesmo sofrendo com as loucuras de Donald Trump, cujas medidas geram incertezas e atingem ativos de mais risco. Com a desconfiança sobre o dólar, o bitcoin, ao lado do ouro, está ganhando força como divisa de proteção de valor. Com isso, muitas empresas, apesar de seus negócios não terem relação com o meio cripto, têm comprado bitcoins. São bancos, fundos, rede de hotéis do Japão e até a companhia de cupom de desconto brasileira Méliuz, que segundo o jornal Valor detém 595 bitcoins (US\$ 69 milhões). Além disso, surgiram no Brasil e nos EUA fundos e ETFs de bitcoin, entre outras criptomoedas (os ETFs também são fundos, mas suas cotas são compradas em bolsa de valores). No caso dos ETFs de bitcoin, segundo o portal da Toro Investimentos, eles têm patrimônio entre R\$ 316 milhões e R\$ 3,8 bilhões. Portanto, há muita gente grande comprando a principal cripto, o que aumenta o peso desse mercado. Para o pequeno investidor, fica mais fácil, sem ter que comprar bitcoin direto de uma corretora e ter que custodiá-la (deixando a moeda parada na corretora há risco de ataque hacker). Basta comprar cotas e deixar a gestão do fundo ou ETF cuidar do restante. Como há muitos fundos e empresas gigantes nesse mercado, a cada movimento deles as cotações do bitcoin se mexem, o que pode incluir quedas fortes, ruim para o pequeno investidor. Mas se há mais demanda, isso significa pressão sobre seus preços. Além disso, o bitcoin tem sua emissão já programada (não há intervenção de Banco Central). A cada quatro anos, sua rede passa a emitir a metade de bitcoins que remunera os mineradores, donos dos computadores que processam as operações da cripto. Por essa escassez, a divisa tem natureza própria de proteção contra a inflação. Mas permanece o risco de frustrar as expectativas de ganho, pois é um ativo de risco muito mais elevado do que outras opções do mundo físico.