(AdobeStock) Com 36% do capital com a União, 25% com estrangeiros e 7% com fundos, a Petrobras tem ainda 1 milhão de acionistas – a grande maioria possui pequenas ou ínfimas participações. Portanto, os passos da empresa interessam a muita gente, que conta com os dividendos da petrolífera como complemento de renda, além da própria valorização dos papéis PETR3 e PETR4. Nesta semana, a empresa fez anúncios que vão interferir nos ganhos dos acionistas. Além de anunciar um balanço com lucro de R\$ 35 bilhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo entre outubro e dezembro últimos, a presidente Magda Chambriard disse que a empresa entrou em fase de austeridade devido à queda do petróleo. A preocupação é se a empresa vai endurecer sua política de dividendos, que costumam pingar quase que mensalmente na conta dos acionistas. A empresa já fez alterações nesse sentido e, com a ordem do presidente Lula a Magda para a empresa colaborar para o crescimento do País, o mercado não gostou da ideia da companhia retomar investimentos em refino, energia sustentável e novas fronteiras de produção, além do pré-sal, cujas reservas poderão se esgotar em uma década. Porém, com o anúncio de austeridade, houve até um ensaio de recuperação dos preços das ações, pois a contenção ajudaria a preservar o caixa para pagar dividendos. O problema é que o petróleo está em baixa firme, ainda mais se o Irã fechar acordo com fim de embargo com os EUA. O analista Marcos Saravale prevê para os próximos anos entre 12% e 17% de dividend yield (lucro por ação dividido pelo preço da ação), um dos maiores níveis entre as grandes companhias pagadoras de dividendos no País. Os investidores mais experientes almejam pelo menos 6% para comprar papéis de uma empresa de olho nos proventos (dividendos ou juros sobre capital próprio). O balanço da Petrobras trouxe um caixa muito robusto, em uma situação bem diferente da década passada, quando se temia a quebra da empresa. O sonho dos investidores é de pagamento de dividendos extraordinários, uma antecipação em períodos de bons resultados. Porém, será necessário observar o preço do petróleo e os resultados da empresa com a tal austeridade, se é que o presidente Lula vai deixá-la acontecer como Magda almeja. Fundos imobiliários em alta No ano, os fundos imobiliários já subiram 9,5%. Analistas sugerem buscar fundos ainda baratos, com P/VPA (preço da cota dividido pelo valor patrimonial) abaixo de 1, mas com imóveis ou papéis imobiliários de boa qualidade. Ações mais recomendadas O balanço do portal ADVFN com as ações preferidas dos analistas para este mês aponta o Itaú, com 8 votos, na frente, seguido por Petrobras (7), Vale (6) e Copel (5). Para dividendos, a líder é Petrobras, com 6 menções, e Itaú, Tim, BB e Vivo, com 4 cada. Tesouro Direto Depois de rondarem 8% de juros ao ano, os papéis IPCA caíram para 7%. A queda reflete alívio com a guerra comercial, mas os títulos de curto prazo (até 2030), mais sujeitos à política do Banco Central, têm taxas mais altas, como 7,41% para 2029.