[[legacy_image_302408]] China para cá, Índia para lá, mas no fim das contas os EUA continuam como referência dos mercados mundiais. Por exemplo, o Brasil passa por um momento de queda dos juros e retomada do crescimento, porém, a Bolsa não consegue parar de pé. O centro do problema é a inflação, que nos EUA está parecida com a do Brasil, perto de 4% ao ano. Para reduzi-la à meta de 2%, o Federal Reserve (Fed), o BC americano, disse que não vai reduzir os juros por um ano. Como a economia do país está vigorosa, crescendo quase 4%, e há muito emprego, condições que estimulam a inflação, o Fed não terá pudores para subir as taxas se assim for necessário. Nesse contexto de que não deve haver recuo das taxas, os títulos americanos com vencimento em dez anos estão em alta, assim como os créditos para as empresas ficaram mais caros. Há dois reflexos, um deles é que a renda fixa mais vantajosa poderá finalmente enfraquecer a economia americana. O outro, que atinge a Bolsa brasileira, é que os títulos dos EUA, que agora pagam boas taxas, atraem capitais dos emergentes. Como a diferença do rendimento dos papéis americanos e dos emergentes ficou menor, os grandes investidores preferem os EUA. Isso também reflete no dólar, que sobe nos emergentes, pois a moeda fica mais escassa com a fuga para os EUA. O resultado disso é o que se vê no Brasil, com o câmbio acima de R\$ 5,10, altista, e as ações em queda. Até os títulos brasileiros devem ter reflexos. Como os juros americanos subiram muito, por aqui os nacionais também poderão passar pelo mesmo pela competição de reter investidores. A consolidação desse movimento depende muito das contas do governo, que precisa aumentar as receitas e reduzir o déficit para gerar confiança no mercado, que aceitaria taxas menos elevadas porque o custo do País se reduziria. Calma! Isso são expectativas, com os investidores tentando acertar para onde o mercado irá. O pequeno investidor não deve sair vendendo tal como os fundos, porque estes, com fuga de cotistas, precisam vender ativos para devolver o dinheiro aos clientes. Por enquanto, a tensão está relacionada a dúvidas se haverá recessão ou pouso suave no mundo. Nessa ansiedade toda dá para peneirar produtos de excelente potencial baratos agora, valendo tanto para ações como renda fixa.