(Pixabay) A reserva de emergência, dinheiro para surpresas como desemprego, acidentes, doenças, morte, roubo e multas, deve ser a primeira parte dos investimentos a ser formada. Além disso, essa economia vale para qualquer tipo de investidor – conservador, moderado ou arrojado, iniciante ou experiente, com pouco ou bom pé-de-meia. O tamanho dessa reserva depende do seu risco. Em geral, multiplica-se por seis a média mensal das despesas, com essa poupança sendo suficiente por até seis meses em caso de perda da renda. Mas quem, por exemplo, mora com os pais, não tem filhos ou é do tipo mão fechada pode reduzir essa proporção para cinco, quatro ou até três vezes os gastos mensais. Se há muitos dependentes, alguns economistas sugerem manter uma economia equivalente a 12 meses. A lógica da reserva é buscar uma rentabilidade que supere a inflação, sem ambicionar rendimento mais alto. Isso porque o risco aumenta conforme se busca um retorno maior. Assim, aquela bolada estará sempre disponível nas dificuldades. E se usar uma parte dela, é preciso recompô-la antes de investir na segunda parte de seus investimentos, mais voltados para projetos de médio e longo prazo, como viagens e casa própria, ou ampliar o patrimônio (ficar rico). Os investimentos mais apropriados para a reserva são conservadores, como poupança, Tesouro Selic, CDB e fundo de renda fixa de baixo risco. Esses produtos precisam ter alta liquidez (permitem resgate imediato ou em até 24 horas). No CDB, é preciso ter cuidado redobrado, procurando bancos confiáveis. Basta observar o caso do Master e do Will Bank. Muita gente procurou o Master para ter rentabilidade elevada, enquanto pequenos investidores deixaram suas economias ou dinheiro do dia a dia no Will. Bancos grandes remuneram menos pelo CDB, porque têm muitas fontes de captação. Já as instituições pequenas sofrem mais dificuldades, tendendo a oferecer um rendimento maior – isso não significa que quebrarão, mas estão mais expostas ao risco. O Master exagerou na dose, pagando taxas superiores até as dos concorrentes de porte parecido. Caso queira um CDB mais atraente, não o considere reserva de emergência, mas parte da bolada que é para aumentar seu patrimônio, que suporta mais risco. Campeãs em 2026 Cogna (ensino), com 39%, e Cyrela (construção), 34%, são as maiores altas do Ibovespa desde o dia 1º e nesta sexta-feira (23), em apenas 16 pregões. Também se destacaram Braskem (21%), Bradespar (20%), Vamos (19%), Vale (18%) e Ultrapar (17%). Melhores do Tesouro IPCA+ Esse papel, bom para investir por prazos maiores, ainda paga acima de 7% mais inflação, apesar da tendência de Selic menor. Entre esses títulos IPCA, a maior taxa é a do Educa 2027, com 7,9%, seguido de IPCA 2029 (7,85%). Chocólatras agradecem Após disparada de preço devido à estiagem e alta do consumo, o cacau caiu 61% na Bolsa em um ano. Colaboraram a ótima safra na Costa do Marfim e sobra no mercado, reflexo da a indústria de chocolate, que cortou as compras frente à cotação alta. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.