(Unsplash) Pouco antes de Donald Trump voltar ao poder, alguns economistas traçavam o fim dos mundos para o câmbio no Brasil, de que o dólar chegaria a R\$ 7 e até mais do que isso. Mas a moeda fechou em R\$ 5,47 em 2025, com desvalorização anual de 12%. O desfecho surpreendente prova mais uma vez que prever cotação de moedas é uma das tarefas mais difíceis. Por isso, quem vai viajar, pagar dívidas dolarizadas, estudar fora ou ter algum compromisso na divisa americana deve se precaver e não confiar que o cenário não sofrerá uma reversão, como disparar 20% ou 30% em poucos dias. A dica clássica é não deixar para comprar dólar em cima da hora, como a poucos dias da viagem. Faça um orçamento e divida esse valor pelo número de semanas ou quinzenas, realizando compras parciais. Em um período, a cotação estará mais cara, em outro, mais barata, mas o comprador fará o preço médio do câmbio. Isso também pode ser feito com outras moedas, como o euro, mas se atente que o dólar se desvalorizou perante a maioria das divisas. Portanto, do ponto de vista do câmbio, está mais barato ir para os Estados Unidos do que para outros países. Porém, o que pesa no bolso para valer é o custo de vida do destino. O enfraquecimento mundial do dólar é um fenômeno novo, impulsionado pelas políticas de Donald Trump, voltadas a estimular as exportações americanas. Mas a queda tem muita relação com os ataques que o presidente americano tem feito às instituições, que definiram os EUA como referência de economia liberal estável, como o Federal Reserve (Banco Central), que o republicano pressiona para reduzir os juros. Dessa forma, grandes fundos e investidores, empresas e bancos centrais têm buscado alternativas, como ouro, outras moedas e bitcoin. A tendência é a queda do dólar vai continuar, e caso a inflação suba nos EUA e o Federal Reserve não reaja à altura por pressão de Trump, algo mais extremo poderá ocorrer. Mas isso não significa que a divisa americana vai se perder de vez, até porque não há outra à altura para substituí-la como referência mundial. Os economistas acham que o dólar persistirá forte devido ao predomínio da economia americana, mas com uma cesta de moedas ganhando importância, como algumas europeias, asiáticas e o dólar australiano. Mais recomendadas Com 4 votos, os analistas do mercado elegeram o Nubank (BDR), a Vibra, Itaú e Vale como as melhores ações para investir neste mês. Com três citações, se destacam B3, Suzano, Sabesp, Prio, Rede D’Or, Petrobras (PETR4) e Multiplan. Varejistas na Bolsa Varejistas como Magazine Luiza, Assaí e Pague Menos podem se tornar destaque este ano na Bolsa se a Selic realmente cair. Como esse setor tem muita dívida e depende de venda a crédito, o recuo dos juros deve causar duplo impacto positivo. Cobre, a bola da vez Depois da disparada do ouro e da prata, o cobre, que subiu 44% em 12 meses, deve se tornar o metal preferido neste ano. Ele está com muita demanda por ser usado para instalações elétricas, como em parques eólicos e data centers. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.