(FreePik) O Imob, índice das ações do setor imobiliário, a maioria construtoras, foi o melhor investimento do ano passado, com alta de 70%, segundo levantamento do jornal Valor Econômico. O Imob ganhou até do ouro (49%), apesar do metal estar em alta desde 2024 – em dois anos, sua valorização dobrou. Mas o fato é que a Bolsa foi muito bem em 2025. O Ibovespa, índice que reúne as mais negociadas, avançou 33%, superando Nova Iorque. O S&P 500 avançou 16%. A alta da Bolsa brasileira tem vários motivos. O principal deles foi ter atraído investidores estrangeiros. Com a queda dos juros americanos, os gringos entraram no Brasil para faturar com a diferença da renda fixa daqui em relação à americana, ao mesmo tempo em que deu para comprar ações baratas com maior tendência de alta. Nos EUA, 40% do mercado acionário está concentrado nas companhias de tecnologia, que nas últimas semanas andaram desvalorizando devido ao temor de bolha da inteligência artificial. A expectativa para este ano é que o Ibovespa continue forte, assim como a estrela do momento, o Imob, que é movido a Minha Casa, Minha Vida. Como é ano eleitoral, o programa habitacional deverá seguir em ritmo forte. Porém, algumas construtoras de casas populares subiram mais rapidamente que outras e, em tese, poderão perder fôlego. Entretanto, bancos, seguradoras, energia e exportadoras continuam dando muito lucro e dividendos, o que atrai investidores. Já o varejo, como Magazine Luiz e Assaí, dependerá da queda da Selic. O ouro segue em alta devido à busca por proteção – no caso de uma piora da geopolítica ou de excentricidades de Donald Trump, o ativo continua como investimento para tempos incertos. Outros metais, como prata, platina, paládio e cobre, também estão valorizando, mas como insumo das indústrias de tecnologia. O cobre, por exemplo, é muito usado nas instalações dos data center, em ascensão com a inteligência artificial. Mas há dois fatos que poderão mudar o rumo das Bolsas: quem Trump indicará para o BC, se um fantoche ou alguém independente, e a eleição no Brasil. Se Lula perder força, o que hoje é difícil, o mercado poderá ganhar mais tração, pois torce por um candidato liberal e pelo corte de gastos. Renda fixa A renda fixa perdeu o brilho devido à Bolsa, mas também foi muito bem. O IRF-M, índice dos Prefixados do Tesouro, avançou 18,04% em 2025. O IMA-S (Tesouro Selic) subiu 14,42% e o IMA-B 5+ (IPCA longo) ganhou 13,99%. A poupança, só 8,26%. Câmbio decepciona Quem apostou no dólar em 2025 se deu mal. A moeda caiu 10%. Já o euro subiu 2%. Trump agiu para derrubar a divisa americana para estimular as exportações dos EUA. Analistas dizem que o dólar seguirá fraco em 2026. Bitcoin, engodo do ano Com grandes fundos e empresas comprando bitcoin, os fãs da cripto tinham certeza que seria um ano de muitos lucros. A moeda até deu uns saltos, mas em 12 meses afundou 17%. Para analistas, é chance para comprar barato. *Esta coluna é apenas informativa e não faz recomendação de investimentos.